Lula reeleito: esquerda americana celebra, Trump silencia e aliados questionam resultado das eleições brasileiras
há 3 horas
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A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou reação imediata nos círculos políticos dos Estados Unidos, com clara divisão: figuras da esquerda celebraram abertamente o resultado, enquanto o presidente Donald Trump permaneceu em silêncio — fato notado pela correspondente da CNN em Nova York, Priscila Yazbek. "Ele normalmente fica até altas horas nas redes sociais, faz diversos tweets, mas dessa vez, depois da vitória do presidente Lula, ainda não se manifestou", relatou durante o programa Live CNN. A ausência de posicionamento do mandatário americano contrasta com a agilidade de outros nomes do cenário político norte-americano.
Do lado progressista, o senador Bernie Sanders, um dos principais expoentes da esquerda no país, classificou a vitória como "extraordinária" e destacou que Lula continuará defendendo os trabalhadores e a democracia nos próximos quatro anos. Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, parabenizou com a frase "o povo unido jamais será vencido". O deputado Ro Khanna, da Califórnia, declarou que "pessoas em todo o mundo estão reagindo ao extremismo e, com Lula no Brasil, acabaram de vencer", e fez apelo direto a Trump para que respeite o resultado e não tente enfraquecer a eleição. Tanto Sanders quanto Mamdani haviam se encontrado com Lula em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro.
No campo conservador, o filho do presidente, Donald Trump Jr., repostou crítica feita por advogado ligado à família Trump sobre a decisão do ministro Cristiano Zanin de adiar o fechamento das urnas. Já Jason Miller, estrategista próximo ao governo, compartilhou o comunicado da equipe de Flávio Bolsonaro que questiona os resultados da eleição. A postura alinha-se com a análise de que Trump pode não reconhecer a vitória de Lula no segundo turno, numa linha que ecoa contestações eleitorais já vistas nos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro também se manifestou publicamente em inglês para questionar a virada eleitoral.
A vitória de Lula tem impacto além das fronteiras do Brasil: interrompe sequência de sete vitórias de líderes de direita na América Latina desde 2025 — Equador, Bolívia, Honduras, Chile, Costa Rica, Peru e Colômbia —, período em que Trump aprofundou aproximação com esses governos por meio de iniciativas como o Escudo das Américas, voltado ao combate ao crime organizado. A expectativa, segundo análise da CNN, é que o Brasil retome uma postura de maior independência na política internacional, diversificando alianças e pautas em relação à gestão anterior.
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