top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Lula tenta jogar escândalo do INSS nas costas de Bolsonaro, mesmo após falhas de seu governo

13 de mai. de 2025
2 min de leitura
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou neste sábado (10), durante visita à Rússia, que a gigantesca fraude bilionária no INSS, que desviou R$ 6,3 bilhões de aposentados, seria herança do governo Bolsonaro. O petista se eximiu de culpa e afirmou que sua gestão não quis fazer “pirotecnia” com o caso, optando por “investigar com seriedade”.
Apesar de dois anos no poder, Lula agora afirma que a quadrilha foi “criada em 2019”, jogando para a gestão anterior a responsabilidade por uma organização que continuou operando durante sua própria administração, com a complacência de órgãos sob seu comando.
“Nós resolvemos desmontar uma quadrilha que foi criada em 2019. E vocês sabem quem governava o Brasil em 2019”, disparou o presidente.
Para muitos analistas independentes, a fala de Lula demonstra a velha tática petista de culpar terceiros, mesmo após exonerações em série em seu governo: o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado, assim como quatro dirigentes e até um policial federal. O ministro da Previdência, Carlos Lupi, também caiu após a crise estourar.
O presidente ainda tentou dar tom dramático à situação, dizendo que o golpe foi um “assalto aos aposentados”, mesmo sendo sua gestão a responsável por dois anos de silêncio e omissão sobre o caso.
“Se tivesse feito um Carnaval um ano atrás, teria parado no Carnaval”, disse, sem assumir que nada foi feito por um ano inteiro.
Lula também afirmou que o governo busca ressarcir os prejudicados, mas condicionou a devolução ao cruzamento de dados — uma medida burocrática que pode atrasar ou até impedir que o dinheiro volte ao bolso de quem foi roubado.
Enquanto isso, milhões de aposentados seguem esperando justiça, e o governo Lula continua mais preocupado em proteger narrativas do que proteger o povo.

Comentários


bottom of page