Mais de 400 militares de 11 países da Otan realizam exercício Arctic Shield 2026 no sul da Groenlândia
há 1 hora
1 min de leitura
Reprodução
Mais de 400 militares de 11 países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) participam do exercício Arctic Shield 2026, em área do sul da Groenlândia. A atividade ocorre em terra, no mar e no ar, com o objetivo de treinar forças para atuar nas condições adversas do Extremo Norte. O treinamento integra a operação mais ampla Arctic Sentry, ou Sentinela do Ártico, coordenada pela aliança.
Estão presentes tropas de infantaria da França, unidades de drones da Bélgica, forças de operações especiais da Finlândia, além de efetivos da Dinamarca, Suécia, Noruega, Canadá, Holanda, Alemanha, Polônia e Eslovênia. Fuzileiros navais holandeses treinam especificamente no sistema de fiordes de Kangerlussuaq.
A região vive crescente militarização. A Rússia mantém mais de 20 instalações militares no Ártico e investe na modernização de sua frota de submarinos nucleares. Os Estados Unidos e o Canadá possuem ao menos nove bases cada um na área; Noruega, Groenlândia e Islândia também mantêm postos. Ao todo, somam-se mais de 60 bases militares de diversas nações. O derretimento das calotas polares abre novas rotas marítimas e acesso a recursos naturais, elevando o valor estratégico da região.
Paralelamente, prosseguem negociações diplomáticas entre a Groenlândia, os Estados Unidos e a Dinamarca. O ministro das Relações Exteriores da Groenlândia, Mute Egede, confirmou que o diálogo continua, sem detalhar o teor. Declarações anteriores do presidente Donald Trump sobre a necessidade de os EUA adquirirem a ilha provocaram tensão entre Washington e Copenhague, ambos membros fundadores da Otan.
Comentários