Marco Buzzi envia carta aos ministros do STJ em meio a nova denúncia de importunação sexual
gazetadevarginhasi
há 2 horas
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O ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, integrante do Superior Tribunal de Justiça (STJ), enviou uma carta aos colegas de Corte na qual nega as acusações de importunação sexual que vêm sendo investigadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e por outros órgãos. O documento foi endereçado aos demais ministros da Corte em um momento em que uma nova denúncia foi formalizada contra ele na segunda-feira (9) pelo CNJ.
Segundo informações divulgadas oficialmente pelo CNJ, nesta segunda-feira (9) foi aberta uma nova reclamação disciplinar após o depoimento de uma possível nova vítima, em um procedimento que tramita sob sigilo para resguardar a intimidade e a integridade das pessoas envolvidas.
A primeira dessas acusações, registrada na semana anterior, envolve o relato de uma jovem de 18 anos, que, segundo a denúncia, passou férias com sua família na casa de praia do ministro em Balneário Camboriú (SC). De acordo com relatos publicados pela imprensa, a jovem teria dito que Marco Buzzi teria tentado agarrá-la durante um banho de mar, episódio que motivou o registro de um boletim de ocorrência e o início das apurações no âmbito administrativo e judicial.
Em sua carta dirigida aos ministros do STJ, Marco Buzzi afirmou que foi surpreendido pelos fatos imputados a ele “de modo informal” e classificou as acusações como graves, negando a conduta que lhe é atribuída e sustentando sua confiança de que os procedimentos em andamento demonstrarão sua inocência.
No texto, ele relata que se encontra internado para acompanhamento cardíaco e emocional, e diz que a situação está causando “mágoas às pessoas da minha família e convivência”. Buzzi destacou ainda sua trajetória pessoal e profissional, mencionando sua vida familiar e carreira, e reforçou que jamais adotou conduta que pudesse envergonhar sua família ou macular a magistratura.
O ministro, natural de Timbó (SC) e no cargo desde 2011, foi afastado de suas atividades após apresentar atestado médico em meio à repercussão do caso. As investigações sobre as denúncias se estendem também a outras instâncias, incluindo uma sindicância interna no próprio STJ e uma apuração no Supremo Tribunal Federal (STF), em razão do foro por prerrogativa de função.
A defesa de Marco Buzzi também divulgou nota reiterando que ele “não cometeu qualquer ato impróprio” e criticou o vazamento de informações sobre os procedimentos, afirmando que isso poderia constranger o devido processo legal.
Até o momento, tanto o STJ quanto o CNJ mantêm os detalhes das apurações sob sigilo, e o conteúdo exato da carta enviada pelo ministro aos colegas foi divulgado por veículos de imprensa a partir de trechos do documento. A tramitação dos procedimentos disciplinares e investigativos continua enquanto as instâncias competentes analisam as denúncias e eventuais desdobramentos.