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Marquinho alega não temer cassação, acusa a Polícia Militar, não nega o atropelamento, mas culpa “local escuro que o prefeito precisa iluminar

  • gazetadevarginhasi
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Primeira imagem: Presidente da Câmara de Varginha, Marco Antônio de Souza.

Segunda imagem: Luiz Felipe da Silva Lisboa, 19 anos, ferido no atropelamento.


O presidente da Câmara de Varginha, Marco Antônio de Souza, conhecido como Marquinho da Cooperativa, concedeu entrevista coletiva na manhã de hoje (05/01) na Câmara de Varginha para falar sobre o atropelamento do jovem Luiz Felipe da Silva Lisboa, de 19 anos. O presidente da Câmara de Varginha foi preso pela Polícia Militar acusado de atropelar Luiz Felipe e fugir sem prestar socorro na virada de ano.

No boletim de ocorrência quando da prisão de Marquinhos da Cooperativa, na última quinta (01/01/26), os policiais alegaram que Marquinhos estaria alcoolizado, olhos vermelhos e voz pastosa, além de muito exaltado, tendo sido necessário levá-lo à delegacia no compartimento de segurança da viatura. O presidente da Câmara se negou a fazer o teste do bafômetro, e nem apresentou exame de sangue que comprovasse a não ingestão de álcool.

Com o impacto do atropelamento, o jovem foi arremessado ao chão. O motorista não parou para prestar socorro e deixou o local. Nas fotos do veículo é possível ver os estragos na caminhonete, para-brisa quebrado, amassados e manchas vermelhas. O Corpo de Bombeiros foi acionado, socorreu a vítima abandonada na pista e a encaminhou ao Hospital Bom Pastor.

Na entrevista coletiva, o presidente da Câmara alegou que o para-brisa da sua caminhonete estaria quebrado a mais tempo, e não em razão do atropelamento. Aliás, a caminhonete foi recolhida por estar com a documentação irregular. Marquinhos não negou a batida em caçamba, ocorrida pouco antes do atropelamento, e registrada por câmera de segurança. Todavia, Marquinho alegou que “estava no celular”. De acordo com sua própria fala, claramente Marquinhos cometeu várias infrações de trânsito: dirigir com para-brisa quebrado, documento irregular e usando telefone celular.

Também na entrevista, quando questionado se não havia sentido o impacto do atropelamento ou visto o jovem Luiz Felipe e sua namorada na via, Marquinhos alegou que “o local é escuro e que o prefeito precisa iluminar o local”. Marquinhos acusou ainda a Polícia Militar, dizendo que “foi abordado sozinho pela polícia e que não estava alcoolizado como descrito pela PM”. Contudo, a Polícia Militar disse que foi oportunizada a Marquinho a possibilidade de fazer o teste do bafômetro, tendo Marquinho recusado o teste do bafômetro.

O presidente da Câmara não apresentou exame de sangue para comprovar sua tese de que não havia ingerido bebida alcoólica. A Polícia Militar informou no BO que o procedimento de abordagem de Marquinho contou com a presença de uma testemunha,

Na Câmara houve uma reunião informal sob o comando de Marquinho da Cooperativa, para tentar apoio junto aos colegas de plenário. Alguns vereadores não compareceram, mas muitos expressaram preocupação com os fatos envolvendo Marquinhos e que atingem a imagem de todo o Legislativo, visto que foram noticiados por todo Estado. Ainda hoje, 05/01, a defesa de Luiz Felipe da Silva Lisboa, protocolou na Câmara de vereadores um pedido de cassação de mandato por quebra de decorro parlamentar, contra Marquinho da Cooperativa. O caso deverá ser analisado pelo Legislativo. A Gazeta acompanha de perto o caso e dará novas informações nas próximas edições.

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Gazeta de Varginha

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