Marquinho da Cooperativa nega embriaguez em atropelamento e diz que pedido de cassação é político
gazetadevarginhasi
há 3 dias
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fonte: itatiaia
O presidente da Câmara Municipal de Varginha, vereador Marquinho da Cooperativa, negou nesta segunda-feira (5) que estivesse embriagado ao volante no atropelamento ocorrido na noite da virada do ano. O parlamentar contestou as informações do boletim de ocorrência da Polícia Militar e apresentou um laudo médico que, segundo ele, aponta ausência de sinais de embriaguez. A defesa da vítima protocolou, no mesmo dia, um pedido de cassação do mandato.
De acordo com o boletim policial, Marquinho teria atropelado um jovem e deixado o local sem prestar socorro. Em entrevista a jornalistas, o vereador afirmou que realizou atendimento médico antes de ser conduzido à delegacia e que o exame não constatou embriaguez.“Eu tenho que provar que passei no médico, que eu não estava embriagado. A matéria que saiu é mentirosa. Atropelamento houve, mas eu não vi o atropelamento. O local é escuro, tinha muita gente. Eu fui embora para minha casa, não fugi de lugar nenhum. Se eu estivesse fugindo, não iria para casa”, declarou.
O vereador também classificou o pedido de cassação como uma questão política. Segundo ele, o advogado do jovem atropelado prestava serviços à Câmara Municipal e teria sido exonerado do cargo pelo próprio parlamentar.
Por outro lado, o advogado Juliano Comunian, que representa a vítima Luiz Felipe Lisboa, afirmou que o pedido de cassação foi protocolado com base não apenas no episódio do atropelamento, mas também em outros antecedentes envolvendo o vereador.“Nós estamos trazendo antecedentes com fatos semelhantes, no mínimo mais três casos: o da jornalista Andrea Marques, em que ele foi condenado civilmente; um acordo recente na Justiça Criminal por ameaça a uma senhora de 67 anos; e um inquérito policial que tramita na comarca de Poço Fundo, em que ele é acusado de receptação qualificada e lavagem de dinheiro”, afirmou o advogado.
Em nota, a Câmara Municipal de Varginha informou que recebeu oficialmente o pedido de cassação e que seguirá a tramitação normal prevista para esse tipo de procedimento.
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