Mauro Cid retira tornozeleira eletrônica e inicia cumprimento de pena em regime aberto determinado pelo STF.
3 de nov. de 2025
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Mauro Cid retira tornozeleira eletrônica e inicia cumprimento de pena em regime aberto por decisão do STF.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, retirou a tornozeleira eletrônica nesta segunda-feira (3/11), após participar de uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante a sessão, conduzida por um juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, Cid recebeu as orientações referentes ao cumprimento da pena de dois anos de prisão em regime aberto, imposta na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista.
Na semana passada, Moraes determinou o início da execução da pena. No entanto, por ter firmado acordo de delação premiada durante as investigações, o militar não ficará preso.
De acordo com as medidas impostas, Mauro Cid não poderá deixar Brasília, devendo cumprir recolhimento domiciliar entre 20h e 6h, além de permanecer em casa durante os fins de semana. Ele também está proibido de portar armas, usar redes sociais e manter contato com outros investigados nos processos relacionados à tentativa de golpe de Estado.
Cid também poderá contar com escolta da Polícia Federal para sua segurança e de familiares. Além disso, os bens bloqueados durante as investigações serão liberados.
Em 11 de setembro, por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou Cid, Bolsonaro e outros cinco réus pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
O ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, foi condenado por três desses crimes. Atualmente deputado federal, ele teve parte das acusações suspensas devido à prerrogativa de foro.
Os recursos de Bolsonaro e dos demais acusados estão previstos para julgamento pela Primeira Turma do STF a partir do dia 7 de novembro.
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