Mesmo com queda nos crimes, moradores relatam aumento da sensação de insegurança nas férias em BH
gazetadevarginhasi
há 1 hora
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fonte: itatiaia
O clima típico de janeiro em Belo Horizonte, com trânsito mais leve e menos pessoas circulando pelas ruas, tem gerado apreensão entre moradores que não deixaram a cidade nas férias. A sensação é de que o esvaziamento da capital e a distração comum do período acabam favorecendo a ação de criminosos.
Integrante de grupos comunitários de segurança que reúnem cerca de 20 bairros, Clarissa Vaz afirma que os relatos de ocorrências aumentaram nas últimas semanas. Segundo ela, situações como uso de celular em vias públicas, apesar de ser um direito do cidadão, acabam criando oportunidades para furtos e roubos.
As queixas mais frequentes envolvem roubo de celulares, arrombamentos de veículos e invasões a estabelecimentos comerciais. A região Centro-Sul concentra parte significativa dos registros, principalmente devido ao perfil dos bens e objetos geralmente portados por quem circula por ali.
Moradores também relatam medo no dia a dia. A belo-horizontina Adriana conta que já foi vítima de assaltos e mudou a forma de andar na rua. “Não me sinto mais segura. A gente não pode ficar com o celular na mão, a bolsa tem que estar sempre para frente”, disse. Outro morador afirma que a vulnerabilidade é constante, especialmente em áreas como o entorno da Rodoviária.
Apesar da percepção de insegurança, dados da Polícia Militar de Minas Gerais indicam redução nos índices criminais. De acordo com o major Salgado, entre os dias 1º e 20 de janeiro houve queda de quase 25% nos furtos em geral. Já os crimes violentos contra o patrimônio, como os roubos, apresentaram redução de 40%.
A corporação afirma que intensificou o policiamento com a Operação Férias Seguras, voltada à prevenção de crimes contra o patrimônio, especialmente em áreas turísticas. Para quem vai viajar, a orientação é adotar medidas que dificultem a ação de criminosos, como pedir a um vizinho de confiança que observe a residência ou, se possível, deixar alguém no imóvel.
Já para quem permanece na cidade, a principal recomendação é manter atenção redobrada, evitar distrações ao caminhar e não expor objetos de valor em locais públicos.
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