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Minas assina cooperação para desenvolvimento da apicultura no estado

  • 27 de jul. de 2023
  • 3 min de leitura



Durante a 93ª Semana do Fazendeiro, realizada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), na cidade da Zona da Mata Mineira, entre 22 e 28/7, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) oferece atividades próprias e atende aos produtores rurais em um estande com plantão técnico. Na manhã desta terça-feira (25/7), a pasta também assinou acordo de cooperação técnica com a UFV para a implementação de núcleo de pesquisa, desenvolvimento e inovação de produtos apícolas.

O secretário de Estado de Agricultura, Thales Fernandes, destaca a oportunidade de aproximação com os produtores da região. “Temos vários compromissos em Viçosa. Aqui vamos despachar até quinta-feira (27/7), recebendo lideranças rurais, prefeitos, secretários de agricultura dos municípios e parceiros do Sistema Agricultura para, cada vez mais, fortalecer o nosso agronegócio, gerando renda, emprego e dignidade para as pessoas em Minas Gerais”, diz.

Cooperação técnica
O acordo de cooperação entre Seapa e Universidade Federal de Viçosa (UFV) atende demanda dos apicultores apresentada na Câmara Técnica de Produtos da Abelha, que faz parte do Conselho Estadual de Políticas Agrícolas (Cepa), vinculado à secretaria. Neste conselho, o setor produtivo participa ativamente da construção de políticas públicas estaduais.

Até o estabelecimento da parceria entre a pasta e a universidade, Minas não possuía um laboratório credenciado para análises físico-químicas e organolépticas de produtos da apicultura, conforme exigido por leis internacionais. Para exportar a produção, era necessário pagar pelos serviços laboratoriais fora do estado e até mesmo no exterior, o que encarecia os custos.

A partir de agora, os apicultores mineiros poderão contratar as análises no Laboratório de Análise de Produtos Alimentícios, vinculado ao Departamento de Tecnologia de Alimentos da UFV, que cobrará pelo serviço um preço inferior ao praticado no mercado, para a manutenção do núcleo de pesquisa.
“Um dos maiores gargalos, hoje, com relação aos produtos de maior valor agregado, como o queijo, a cachaça, o azeite, o vinho e o mel, são as análises laboratoriais.

Temos o polo apícola de Bambuí, por exemplo, com algumas das maiores empresas do segmento no estado, que exportam mel, própolis, geleia real, e precisam contratar esse serviço na Alemanha. E também uma apicultura itinerante em Minas, com produtores que investem, têm uma boa produtividade e um produto de alta qualidade. Então, precisamos mostrar para o mundo a qualidade da produção mineira”, avalia o secretário de Agricultura. Outro ponto previsto no acordo é a promoção de treinamentos e capacitações direcionados aos atores da cadeia produtiva, além de eventos técnicos para a divulgação científica e a promoção do diálogo entre pesquisadores e profissionais da apicultura.

O laboratório será ainda referência no diagnóstico de enfermidades de abelhas.
Segundo as estimativas da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), a produção de mel mineira é de 6,1 mil toneladas por ano, o que corresponde a 12% do total nacional. A atividade gera 42 mil empregos diretos e indiretos em Minas, sendo 7,9 mil apicultores.

Em 2022, o estado exportou 5 mil toneladas de produtos apícolas, com receita de US$ 20,5 milhões.

Os principais destinos foram Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Coreia do Sul e Japão. As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Segundo Thales Fernandes, mais parcerias do tipo vêm sendo estudadas com universidades mineiras para atender demandas semelhantes de outros setores da agropecuária, como o das cachaças de alambique.

“Eu vejo aqui um passo muito grande para otimizarmos o trabalho, ganharmos tempo e utilizarmos os espaços que já temos em Minas”, sintetiza o secretário.


Fonte: Agência Minas

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Gazeta de Varginha

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