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Minas lidera número de assassinatos de pessoas trans e travestis em 2025

  • gazetadevarginhasi
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

fonte: o tempo
fonte: o tempo
Minas Gerais aparece como o estado com maior número de assassinatos de pessoas trans e travestis em 2025, ao lado do Ceará, com oito casos registrados em cada unidade da federação. Os dados são da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e foram divulgados nesta quinta-feira (29), data em que é celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Trans, voltado à promoção da cidadania e dos direitos dessa população.
Casos ocorridos em Belo Horizonte evidenciam a gravidade da situação. Alice Martins Alves, de 33 anos, morreu após ser espancada na região da Savassi. Já Christina Maciel, de 45 anos, foi morta pelo namorado, em via pública, na região de Venda Nova. Os episódios reforçam o cenário de vulnerabilidade enfrentado por pessoas trans e travestis e a necessidade de políticas públicas de proteção.
Queda nos números e alerta para subnotificação
Em todo o Brasil, 80 pessoas trans e travestis foram assassinadas em 2025, segundo a Antra. O número representa queda de 34% em relação a 2024, quando foram contabilizados 122 casos, e redução ainda maior na comparação com 2023, que teve 145 registros.
Apesar da diminuição, a entidade aponta que os dados podem refletir subnotificação e falhas na produção de informações oficiais. Para a associação, a redução não significa necessariamente maior segurança, mas pode indicar invisibilização da violência.
Série histórica
Considerando o período de 2017 a 2025, Minas Gerais ocupa a quarta posição no ranking nacional de assassinatos de pessoas trans e travestis, com 100 mortes registradas. São Paulo lidera o levantamento (155), seguido por Ceará (115) e Bahia (104).
Perfil das vítimas
O relatório mostra que a maior parte das vítimas em 2025 era jovem: 54 tinham entre 18 e 29 anos. Pessoas de 30 a 39 anos somam 28 casos, e aquelas entre 40 e 49 anos, 14 registros. Também houve dois assassinatos de adolescentes entre 13 e 17 anos e dois de pessoas entre 50 e 59 anos.
O recorte racial indica que 70% das vítimas eram pessoas negras, 26% brancas e 4% indígenas.
Posicionamento do governo
Procurado para comentar os dados, o Governo de Minas Gerais informou, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), que mantém ações voltadas à promoção e defesa dos direitos da população LGBTQIA+.
Entre as iniciativas citadas estão planos de enfrentamento à transfobia, campanhas educativas, conferências regionais e estaduais, capacitação de agentes de segurança, inclusão de campos de identidade de gênero e nome social em registros oficiais e a criação de ferramentas para facilitar denúncias. O governo também destacou parcerias na área da saúde e a elaboração de campanhas de conscientização voltadas ao respeito à diversidade.
As investigações sobre os crimes seguem sob responsabilidade das forças de segurança, enquanto entidades reforçam a necessidade de políticas públicas contínuas para garantir o direito à vida e à dignidade da população trans.

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Gazeta de Varginha

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