top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Motim em centro socioeducativo de Sete Lagoas expõe ligação de internos com facções criminosas

  • 29 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

fonte: o tempo
fonte: o tempo
Um motim registrado no Centro Socioeducativo de Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais, no dia de Natal (25/12), acendeu um alerta sobre a crescente influência de facções criminosas entre adolescentes internados na unidade. Cerca de 20 jovens se rebelaram, depredaram alojamentos e deixaram rastros de vandalismo, como colchões revirados, objetos espalhados pelo chão e pichações nas paredes.
Entre os danos observados após a confusão, chamou atenção a inscrição da sigla “TCP”, referência ao Terceiro Comando Puro, facção criminosa originária do Rio de Janeiro e considerada uma das que mais crescem no país. Para o Sindicato dos Agentes de Segurança Socioeducativo de Minas Gerais (Sindsisemg), o episódio reflete um problema estrutural no sistema socioeducativo.
De acordo com o vice-presidente da entidade, José Alencar, a maioria dos adolescentes internados atualmente já se identifica como integrante de alguma organização criminosa. “Hoje isso é um desafio grave para a segurança pública. Os jovens chegam ao sistema já vinculados ou acabam se vinculando a facções durante a internação”, afirmou. Segundo ele, além do TCP, também são comuns referências ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), frequentemente pichadas pelos próprios internos nos alojamentos.
O avanço do aliciamento de adolescentes por facções criminosas, inclusive dentro de unidades socioeducativas, já motivou debates em âmbito nacional. Neste ano, o tema foi discutido em audiência pública na Câmara dos Deputados, onde parlamentares apontaram falhas nas políticas socioeducativas que podem favorecer a permanência dos jovens no ciclo da criminalidade. “Muitos entram e saem do sistema sem que haja mudança efetiva em suas trajetórias”, destacou o deputado Roberto Monteiro Pai (PL-RJ), que solicitou o debate.
Motim e atuação das forças de segurançaSegundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a rebelião começou na manhã do dia 25, quando os adolescentes chutaram portas dos alojamentos, danificaram estruturas e provocaram um vazamento de água na unidade. A Polícia Militar foi acionada para conter a situação, e os internos foram retirados dos alojamentos para a realização de revista no local.
Apesar da gravidade do episódio, não houve registro de feridos, nem entre os adolescentes nem entre os servidores. A situação foi controlada por volta das 14h.
A Sejusp informou que a direção do centro socioeducativo irá encaminhar o boletim de ocorrência à autoridade policial e à Justiça, acompanhado de um relatório detalhado sobre os fatos. Os adolescentes envolvidos poderão sofrer sanções disciplinares, após a conclusão das apurações. A secretaria foi procurada para comentar a questão da atuação de facções dentro da unidade e informou que ainda irá se manifestar oficialmente.

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page