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MPMG divulga áudios de investigação sobre suposta fraude em concurso da Câmara de Minduri

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
MPMG divulga áudios de investigação sobre suposta fraude em concurso da Câmara de Minduri
Divulgação/Áudios revelam conversas de investigados em operação que apura fraude em concurso público no Sul de Minas
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) divulgou nesta quinta-feira (23) áudios obtidos durante as investigações que apuram um suposto esquema de fraude no concurso público da Câmara Municipal de Minduri, no Sul de Minas.

O material foi apresentado pela Promotoria de Justiça de Cruzília, responsável pelo caso, e teve divulgação autorizada pela Justiça. As gravações foram realizadas por uma testemunha que colaborou com as investigações a pedido do MPMG e registrou conversas com pessoas apontadas como possíveis envolvidas no esquema.

Na quarta-feira (22), o Ministério Público, com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais, deflagrou a "Operação A Porta é Larga", cumprindo quatro mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva relacionados às suspeitas de irregularidades.

Segundo o MPMG, os áudios foram captados em ambientes externos e tiveram as vozes descaracterizadas para preservar a identidade dos envolvidos.

De acordo com a Promotoria, as gravações revelam diálogos relacionados à suposta organização da fraude, incluindo conversas sobre a realização das provas, pagamentos e garantias oferecidas aos participantes do esquema.

Em um dos trechos divulgados, um dos investigados conversa com a colaboradora do Ministério Público sobre a realização do concurso e valores envolvidos. Segundo o órgão, o mesmo investigado teria mencionado a ocorrência de fraude em outro concurso público.

Outro áudio divulgado mostra uma pessoa apontada como possível responsável pelo esquema conversando sobre garantias relacionadas à suposta fraude.

Em uma terceira gravação, um dos envolvidos, que se identifica como pregoeiro da Prefeitura Municipal de Minduri, teria recebido um convite para integrar uma associação criminosa, conforme apontado pelo Ministério Público.

Já em outro diálogo, um dos investigados teria solicitado à testemunha que indicasse outros possíveis candidatos interessados em participar da fraude.

A investigação segue em andamento para apurar a participação dos envolvidos e a extensão do suposto esquema. Os investigados poderão apresentar suas versões e exercer o direito de defesa durante o andamento do processo.
Fonte:MPMG

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Gazeta de Varginha

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