Mutirão em hospitais universitários realiza mais de 7 mil atendimentos e reduz filas do SUS
7 de jul. de 2025
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Neste sábado (5), um mutirão realizado em 45 hospitais universitários de todo o Brasil atendeu mais de 7 mil pacientes que aguardavam há meses — ou até anos — por consultas, exames ou cirurgias na fila do Sistema Único de Saúde (SUS). A ação do governo federal mobilizou médicos, enfermeiros e voluntários para reduzir a espera de procedimentos que comprometem a qualidade de vida de milhares de brasileiros.
Foram realizados aproximadamente 1.000 cirurgias, 1.200 consultas e 5.500 exames em um único dia. No Pará, por exemplo, dois hospitais concentraram 38 cirurgias e mais de 700 procedimentos.
O foco foi atender casos como hérnias, cataratas, pedras na vesícula e outros problemas crônicos, em pacientes que já sofriam há muito tempo na fila do SUS. Um exemplo é o autônomo José Barroso, de 55 anos, que aguardava há 27 dias por uma cirurgia delicada nos olhos. Emocionado após o atendimento, ele declarou:
“Vou voltar a ser feliz de novo. Nova visão, tanto da vista quanto do coração. Vou levar essa mensagem para todos: que cada um cuide de si para não depender tanto.”
Segundo a superintendente do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará, Regina Barroso, o mutirão também teve como objetivo reativar a capacidade plena dos hospitais universitários, que ficou comprometida durante a pandemia da Covid-19.
“Hoje em dia temos um tempo de espera muito grande pelo nosso usuário. Este mutirão é um objetivo que temos que alcançar para que o SUS seja mais célere”, explicou.
O Ministério da Saúde informou que a iniciativa também contou com recursos privados para ampliar a capacidade dos hospitais e reduzir gargalos históricos.
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