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Mãe busca responsabilizar empresas de apostas após morte do filho em Uberlândia

  • há 1 hora
  • 1 min de leitura

Reprodução
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Dois anos após a morte de Rafael Borges Amaral, de 26 anos, a professora Maria de Fátima Borges transformou o luto em uma luta para responsabilizar empresas de apostas esportivas e influenciadores digitais que divulgam esse tipo de serviço. Ela afirma que o filho desenvolveu dependência em apostas online e que o vício provocou mudanças profundas em seu comportamento.
Segundo a mãe, Rafael era um jovem alegre, sociável e muito próximo da família. Com o avanço da dependência, porém, passou a se isolar, tornou-se agressivo e deixou de participar da rotina familiar. Ela relata que o filho acumulou dívidas e enfrentou dificuldades emocionais à medida que o vício se intensificava.
Maria de Fátima afirma que busca responsabilização na Justiça por entender que as empresas do setor e os influenciadores que promovem plataformas de apostas têm participação na disseminação de um ambiente que favorece o desenvolvimento da dependência. Ela defende que o caso sirva de alerta para outras famílias sobre os riscos relacionados às apostas online.
A professora também cobra regras mais rígidas para a publicidade de plataformas de apostas e maior proteção aos consumidores. Segundo ela, a exposição constante a campanhas publicitárias e conteúdos produzidos por influenciadores contribuiu para o envolvimento do filho com as apostas.
O caso reacendeu o debate sobre os impactos do vício em jogos de aposta no Brasil. Especialistas ouvidos pelo g1 alertam que a dependência pode provocar prejuízos financeiros, sociais e psicológicos, reforçando a importância de políticas de prevenção, informação e tratamento para pessoas afetadas pelo transtorno.

Gazeta de Varginha

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