top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Míssil atinge sede da Saudi Aramco em Dhahran e provoca incêndio limitado; Houthis confirmam alvos e ameaçam continuar ataques a aeroportos e instalações petrolíferas

há 1 hora
2 min de leitura


Reprodução
Reprodução
Na noite desta terça-feira (13), um míssil balístico atingiu o complexo da Saudi Aramco em Dhahran, cidade no leste da Arábia Saudita, provocando um incêndio de proporções restritas sem registro de mortes. O Ministério da Energia saudita informou que não houve vítimas fatais nem feridos, mas fontes próximas ao caso confirmaram que os três andares superiores de uma torre de escritórios foram atingidos e sofreram danos visíveis. O complexo abriga um dos centros de operações mais importantes da estatal, responsável pela gestão de plataformas de extração, oleodutos, refinarias e terminais de exportação que movimentam volumes estratégicos do comércio global de petróleo. O grupo Houthi, sediado no Iêmen e alinhado ao Irã, assumiu a autoria da ação e declarou que os alvos incluíram também o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, e uma refinaria da companhia na capital.

Os ataques intensificaram-se há aproximadamente uma semana, em retaliação à decisão da Arábia Saudita de retomar a campanha militar no Iêmen em apoio ao governo reconhecido internacionalmente. O episódio mais grave ocorreu no sábado (10), quando um ataque ao aeroporto de Riad deixou 13 mortos e mais de 300 feridos — considerado o ataque com mísseis mais letal em território saudita em uma década. Desde então, voos foram suspensos em diferentes regiões e a população segue em alerta. Na capital, quatro pessoas — duas mulheres, um homem e uma criança — ficaram feridas após fragmentos de dois mísseis interceptados caírem sobre áreas residenciais, danificando ao menos 15 residências. A Defesa Civil saudita reforçou os avisos à população sobre a possibilidade de novos destroços caírem em áreas urbanas.

O porta-voz dos Houthis, Yahya Saree, reiterou que o grupo manterá as ofensivas nos próximos dias e fez um alerta direto aos trabalhadores do setor petrolífero saudita para que se afastem de instalações que poderiam ser alvo de novos ataques. A ameaça foi classificada pelas autoridades de Riad como grave e sem precedentes, levando o gabinete do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman a anunciar que haverá consequências proporcionais às ações rebeldes. Os Houthis justificam os ataques como resposta aos bombardeios sauditas contra a capital iemenita, Sanaa; a emissora controlada pelo grupo informou que um depósito de combustível foi atingido por aeronaves da coalizão na terça-feira, antes do ataque à Aramco. A coalizão confirmou a operação e alegou que o objetivo era neutralizar capacidade de ataque que ameaçaria rotas marítimas e segurança regional.

A escalada está inserida num cenário geopolítico mais amplo. A retomada da guerra no Iêmen seguiu avanços dos Houthis ao longo da costa do Mar Vermelho, aproximando-se do estratégico estreito de Bab el-Mandeb — passagem que ganhou importância ainda maior desde o fechamento do estreito de Ormuz, em fevereiro, em consequência do conflito entre Estados Unidos e Irã. Os Estados Unidos, principal aliado histórico da Arábia Saudita, até agora rejeitaram envolver-se diretamente nos combates contra os Houthis, o que levou Riad a buscar apoio diplomático de outros parceiros. O Irã, por sua vez, ofereceu-se para mediar negociações entre a Arábia Saudita e os rebeldes, proposta que ainda não foi aceita. A situação permanece volátil, com risco de novos ataques a infraestrutura energética e de transporte em todo o território saudita.

Comentários


bottom of page