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Na ONU, Lula defende reforma do sistema financeiro internacional e maior participação dos países emergentes

  • 25 de set. de 2024
  • 2 min de leitura
lula
Foto: Reprodução
Durante a abertura da 79ª Assembleia Geral da ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o sistema financeiro internacional, destacando a necessidade de reformar instituições como o FMI e o Banco Mundial, que, segundo ele, não atendem mais às demandas de um mundo globalizado e penalizam os países emergentes. Lula destacou que nações mais pobres, especialmente da África, pagam juros até oito vezes maiores que países como a Alemanha e os EUA, o que agrava as desigualdades globais.
Lula afirmou que o atual sistema financeiro, resultado dos Acordos de Bretton Woods, está ultrapassado, com uma governança que favorece os países desenvolvidos. Ele também defendeu que a ONU reassuma um papel central no debate econômico global, propondo a criação de uma instância de diálogo entre chefes de Estado e líderes de instituições financeiras internacionais.
Porém, embora Lula tente se posicionar como defensor dos países emergentes, sua gestão no Brasil enfrenta sérios problemas econômicos. Em julho de 2024, o país registrou um déficit primário de R$ 21 bilhões, agravando ainda mais o cenário fiscal brasileiro. Essa realidade contrasta com o discurso de Lula na ONU, que prega maior equilíbrio financeiro internacional, enquanto seu governo tem sido criticado por políticas econômicas internas que não conseguem reverter o endividamento e o aumento dos gastos públicos.
Os especialistas consultados pela CNN reconhecem que a proposta de Lula de reformar o FMI e o Banco Mundial é complexa. Segundo o economista Barry Eichengreen, os países desenvolvidos, como EUA, Europa e Japão, resistiriam a mudanças que redistribuíssem poder no sistema financeiro global. Ele também questiona a viabilidade prática de transferir a governança financeira para a ONU, onde todos os países têm um voto, mas onde o consenso é difícil de ser alcançado.
Lula tenta se colocar como a voz dos países emergentes, mas sua própria experiência no Brasil levanta dúvidas sobre sua capacidade de liderar essas mudanças. O déficit fiscal crescente em seu governo, aliado à dificuldade em controlar a inflação e os juros altos, contrasta com o otimismo que ele tenta projetar em fóruns internacionais. Enquanto pede reformas globais, seu governo ainda não apresentou soluções robustas para os problemas econômicos internos que o país enfrenta, o que expõe uma contradição entre o discurso e a realidade fiscal que seu governo enfrenta.

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Gazeta de Varginha

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