Nepal usa drones doados pela China para distribuir ajuda humanitária após enchentes que deixaram 1.367 mortos
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Com estradas e pontes destruídas pelas enchentes devastadoras do final de agosto, e com a maioria dos helicópteros ocupada em operações de busca e resgate, o Exército do Nepal passou a utilizar drones para levar suprimentos essenciais às populações desalojadas. As águas avançaram após o desprendimento de uma geleira na região do Himalaia, próximo à fronteira com a China, deixando pelo menos 1.367 mortos e mais de 5 mil pessoas desaparecidas.
Segundo o piloto contratado Santosh Budhathoki, não havia outra forma de fazer chegar alimentos, medicamentos, combustível e itens de primeira necessidade às áreas isoladas. "A maioria dos nossos helicópteros está ocupada com operações de resgate. Não há outra maneira de enviar esses materiais a não ser por meio de drones, que são a melhor opção disponível", explicou.
Os aparelhos conseguem percorrer distâncias de até 3 ou 4 quilômetros e transportar até 60 quilos por viagem. Atualmente, o Exército realiza entre 10 e 16 entregas por dia com uma frota de quatro modelos DJI FlyCart 100, doados pela China como parte de um pacote de ajuda humanitária. Além de suprimentos, os drones também têm sido usados para transportar os corpos das vítimas em regiões de difícil acesso, enquanto outros aparelhos fazem o reconhecimento aéreo em apoio às equipes de busca.
Milan Pandey, da empresa responsável pela operação dos equipamentos, destacou que a geografia montanhosa do país torna os drones especialmente vantajosos: "são mais rápidos, ágeis e econômicos". As equipes trabalham desde o início da manhã em viagens de ida e volta, em ritmo intenso para atender à demanda urgente.
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