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Nestlé amplia compras de cacau no Brasil e trabalha com fazendas em agricultura regenerativa para diversificar suprimentos

11 de set.
1 min de leitura

Reprodução
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A Nestlé ampliou suas compras de cacau produzido no Brasil como parte de estratégia de diversificação da sua cadeia de suprimentos. A informação foi confirmada pelo presidente-executivo da empresa, Philipp Navratil, em entrevista concedida na fábrica de Caçapava — a maior unidade produtora de chocolate KitKat do mundo. A medida busca tornar o abastecimento mais resiliente após choques globais que elevaram os preços do cacau a níveis recordes.

O Brasil chegou a ser um dos principais fornecedores mundiais de cacau na década de 1970, quando a doença fúngica conhecida como "vassoura-de-bruxa" devastou as plantações. Em anos recentes, porém, grandes produtores retomaram o cultivo com variedades mais resistentes, abrindo perspectivas de crescimento. Atualmente, a produção atende apenas ao mercado interno, mas o governo projeta que o volume dobrará em cinco anos, alcançando cerca de 400 mil toneladas.

A Nestlé estabeleceu parcerias com centenas de fazendas brasileiras para compartilhar técnicas de agricultura regenerativa. O objetivo é elevar produtividade e qualidade ao mesmo tempo em que se reduz o uso de fertilizantes convencionais — insumos cujos preços dispararam em razão de conflitos internacionais. Como as árvores de cacau levam até cinco anos para atingir produção plena, qualquer mudança expressiva na oferta global levará tempo para se consolidar.

A liderança mundial na produção segue com a Costa do Marfim, com cerca de 2 milhões de toneladas anuais. O Equador vem crescendo e aproxima-se do volume de Gana, segundo maior produtor. A aposta no Brasil insere-se justamente na busca por alternativas a essa concentração geográfica.

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