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NOAA confirma retorno do El Niño e prevê fortalecimento do fenômeno até o fim de 2026

  • há 5 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou o retorno do fenômeno El Niño e indicou que as condições observadas no Oceano Pacífico já caracterizam oficialmente a presença do evento climático. A previsão é de que ele se fortaleça ao longo dos próximos meses e permaneça ativo durante o inverno de 2026-2027 no Hemisfério Norte.

De acordo com o Centro de Previsão Climática da agência norte-americana, existe uma probabilidade de 63% de que o fenômeno atinja intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Caso isso ocorra, o episódio poderá figurar entre os mais intensos já registrados desde o início da série histórica, em 1950.

Especialistas ressaltam que um El Niño de grande intensidade é capaz de influenciar padrões climáticos em diversas regiões do planeta, aumentando a ocorrência de eventos extremos. Entre os possíveis efeitos estão períodos de seca em algumas áreas, excesso de chuvas em outras, ondas de calor mais intensas e impactos sobre a agricultura, os recursos hídricos e os ecossistemas.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) já havia apontado elevada probabilidade de formação do fenômeno e estimado que ele poderia persistir pelo menos até novembro deste ano. Embora ainda exista incerteza sobre o pico de intensidade e os efeitos específicos em cada região, a maioria dos modelos climáticos aponta para um episódio de moderado a forte.

Pesquisadores destacam que nem todos os eventos intensos de El Niño produzem os mesmos impactos em todos os lugares. Mesmo assim, fenômenos mais fortes tendem a aumentar as chances de ocorrência dos padrões climáticos normalmente associados ao aquecimento das águas do Pacífico. Por isso, cientistas recomendam monitoramento contínuo e preparação para possíveis consequências decorrentes das mudanças nas condições atmosféricas e oceânicas.

Segundo a NOAA, as condições atuais indicam que o El Niño deverá continuar se intensificando ao longo do segundo semestre, mantendo influência sobre o clima global nos próximos meses.

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Gazeta de Varginha

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