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Nova espécie de macaco é descoberta na África após anos de pesquisas e análises científicas

  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

Reprodução
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Uma nova espécie de macaco foi oficialmente identificada na República Democrática do Congo após anos de estudos conduzidos por pesquisadores. Batizado de Colobus congoensis e conhecido localmente como Likweli, o primata tornou-se apenas a quinta nova espécie de macaco descoberta na África nos últimos 75 anos, segundo estudo publicado na revista científica PLOS ONE.
O animal chamou a atenção por suas características marcantes, como a pelagem preta brilhante, a longa cauda e os lábios e marcas faciais em tons de laranja e creme. Além da aparência incomum, o macaco apresenta características cranianas, dentárias e esqueléticas diferentes das observadas em outras espécies conhecidas de colobos africanos.
Os pesquisadores também verificaram que o Likweli é menor do que espécies aparentadas, pesando cerca de 6,8 quilos. De acordo com os cientistas, a combinação de traços físicos e genéticos confirmou que se trata de uma espécie distinta.
A identificação foi resultado de um longo processo de pesquisa iniciado em 2008, quando um exemplar foi fotografado pela primeira vez durante trabalhos de campo na região centro-leste da República Democrática do Congo. Em 2018, novas observações permitiram registros mais detalhados e, entre 2018 e 2022, os pesquisadores documentaram 114 avistamentos do animal em seu habitat natural.
Para comprovar a descoberta, a equipe analisou não apenas a anatomia dos exemplares observados, mas também realizou estudos genéticos e comparações com coleções de museus contendo crânios, peles e esqueletos de outras espécies de macacos colobos africanos. As análises confirmaram que o Colobus congoensis representa uma linhagem própria, separada evolutivamente de seu parente mais próximo há cerca de quatro a cinco milhões de anos.
Apesar da importância da descoberta para a ciência, os pesquisadores demonstraram preocupação com a conservação da espécie. Até o momento, os registros do Likweli concentram-se em uma área de aproximadamente 1.700 quilômetros quadrados, grande parte localizada dentro do Parque Nacional de Lomami.
Segundo os autores do estudo, a distribuição geográfica limitada, a perda de habitat e a pressão da caça colocam a nova espécie em situação de risco, motivo pelo qual foi proposta sua classificação como espécie ameaçada de extinção.
Especialistas que analisaram o estudo destacaram que a descoberta é considerada rara e extremamente relevante para a compreensão da evolução dos primatas africanos. Eles ressaltaram ainda que grandes áreas das florestas da República Democrática do Congo permanecem pouco exploradas cientificamente, indicando que novas descobertas ainda poderão ocorrer no futuro.

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Gazeta de Varginha

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