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Novas áreas de cultivo podem equilibrar mercado global de café a partir de 2028, diz OIC

  • gazetadevarginhasi
  • 9 de jul. de 2025
  • 1 min de leitura

A oferta global de café só deve ganhar fôlego em três anos, quando novas áreas plantadas em função dos altos preços recentes começarem a produzir, afirmou Vanúsia Nogueira, diretora-executiva da Organização Internacional do Café (OIC). A estimativa foi feita nesta quinta-feira (3), durante evento promovido pelo Cecafé.
Segundo Vanúsia, o ciclo de déficits de produção no mercado internacional — responsável pela escalada dos preços do grão — pode se encerrar em 2026, caso as condições climáticas em países produtores como Brasil, Vietnã e Colômbia sejam favoráveis.
Nos últimos anos, diversos fatores climáticos impactaram negativamente a produção mundial: geadas em 2021 no Brasil, seca no Vietnã e chuvas prolongadas na Colômbia. Isso reduziu a oferta e consumiu os estoques acumulados desde outubro de 2023, mantendo a pressão sobre os preços.
Apesar de os preços terem recuado de mais de US$ 4 para pouco menos de US$ 3 por libra-peso na Bolsa ICE, ainda permanecem atrativos para países como o Brasil e o Vietnã. Com isso, muitos produtores têm feito renovações de lavouras e até expansões, o que deve começar a surtir efeito em termos de produção a partir de 2028.
“É plantação que daqui a três anos começa a produzir”, explicou Vanúsia, alertando, no entanto, que o mercado precisa continuar compensador para que os cafeicultores não abandonem suas lavouras.
Enquanto isso, a combinação de demanda estável e oferta limitada mantém os preços elevados — e o consumidor ainda deve sentir esse impacto por algum tempo nas prateleiras.

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Gazeta de Varginha

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