Número de denúncias sobre venda de linha chilena cresce e expõe riscos à vida
6 de ago. de 2025
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A morte de Jorge Luiz da Silva Marciano, de 38 anos, no último domingo (3), reacendeu o alerta sobre os perigos da linha chilena — fio extremamente cortante utilizado em pipas. Jorge, que era pintor, pilotava uma motocicleta com a esposa na garupa por uma movimentada avenida na Baixada Fluminense quando foi atingido no pescoço pelo fio e morreu na hora.
A linha chilena é feita com óxido de alumínio, o que a torna quatro vezes mais cortante que o cerol tradicional, composto por vidro moído. Devido à sua alta periculosidade, o uso e comercialização do material estão proibidos no estado do Rio de Janeiro desde 2019.
Apesar da proibição, o produto continua sendo vendido com facilidade. Reportagem do SBT flagrou a comercialização em lojas físicas e online, inclusive com entrega para todo o país e preços que podem chegar a R$ 330. Sites e redes sociais continuam promovendo o material livremente.
O programa Linha Verde, do Disque-Denúncia do Rio, recebeu 716 denúncias entre janeiro e julho de 2025 relacionadas ao uso ou comércio da linha chilena — um aumento de quase 30% em relação ao total de todo o ano anterior.
Mesmo com a previsão de multa de até R$ 18 mil para quem vende e até um ano de prisão para quem utiliza, especialistas alertam que a fiscalização ainda é fraca, permitindo que o comércio clandestino siga crescendo e colocando vidas em risco.
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