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Obra da Prefeitura gera novo gasto e levanta dúvidas sobre planejamento

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Reprodução
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Intervenção para reduzir riscos de enchentes terminou com desbarrancamento da margem e destruição de parte do passeio público
Uma obra realizada para minimizar os riscos de enchentes em Varginha acabou gerando um novo problema urbano. Durante os serviços de desassoreamento do Ribeirão Santa Maria, um trecho da calçada da Rua Zoroastro Franco de Carvalho, no bairro Santa Maria, cedeu após o desbarrancamento da margem do córrego, provocando a interdição da área e a necessidade de novos reparos.
Segundo a Prefeitura de Varginha, o desmoronamento ocorreu devido ao peso da máquina utilizada durante a execução dos trabalhos. O equipamento operava na limpeza do leito do ribeirão quando parte da estrutura da margem não suportou a carga, atingindo o passeio público.
Embora a intervenção tenha sido realizada com o objetivo de melhorar o escoamento das águas e reduzir futuros alagamentos, o episódio levanta um novo debate: houve planejamento técnico suficiente para evitar que a própria obra provocasse outro prejuízo ao patrimônio público?
A imagem do local mostra que boa parte da calçada precisou ser interditada após o deslizamento, tornando necessária uma nova frente de obras para recuperação da estrutura.
A Secretaria Municipal de Obras isolou a área e informou que equipes acompanham as condições da margem enquanto são executados os reparos necessários. Pedestres foram orientados a evitar o trecho até a conclusão dos serviços.
Novo gasto para corrigir um problema criado durante a obra

O desassoreamento do Ribeirão Santa Maria vinha sendo cobrado por moradores e também foi tema de debates diante das preocupações com possíveis enchentes na região. No entanto, o incidente faz surgir outro questionamento: será que intervenções dessa natureza estão sendo executadas com estudos suficientes sobre a resistência das margens e o impacto da circulação de máquinas pesadas?
Além dos custos da própria limpeza do córrego, o município agora precisará investir recursos públicos na reconstrução da calçada e na recuperação da área afetada.
Especialistas costumam destacar que obras em margens de cursos d'água exigem avaliação das condições do solo, da estabilidade dos taludes e da capacidade de suporte para equipamentos de grande porte, justamente para reduzir riscos de desmoronamentos durante a execução.
Enquanto os reparos seguem em andamento, o episódio reacende o debate sobre a necessidade de planejamento técnico cada vez mais rigoroso em obras públicas, evitando que intervenções destinadas a solucionar um problema acabem gerando novos custos para os cofres públicos.

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Gazeta de Varginha

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