Onze governadores deixam cargos para disputar eleições e movimentam cenário político
há 12 horas
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O prazo de desincompatibilização, exigido pela legislação eleitoral brasileira, terminou no último sábado (4), provocando uma reconfiguração no cenário político nacional. Ao todo, 11 governadores deixaram seus cargos para disputar as eleições de outubro, cujo primeiro turno está marcado para o dia 4.
A regra determina que ocupantes de cargos no Executivo — como governadores, prefeitos e ministros — se afastem de suas funções até seis meses antes do pleito, evitando o uso da máquina pública em benefício próprio durante a campanha.
Entre os nomes que renunciaram, destacam-se Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG), que sinalizam intenção de disputar a Presidência da República. Caiado já se colocou como pré-candidato, enquanto Zema ainda não oficializou sua participação.
Outros governadores optaram por deixar os cargos com foco no Senado Federal, que terá 54 das 81 cadeiras renovadas neste ano. Entre eles estão Gladson Cameli (AC), Wilson Lima (AM), Ibaneis Rocha (DF), Renato Casagrande (ES), Mauro Mendes (MT), Helder Barbalho (PA), João Azevêdo (PB) e Antonio Denarium (RR).
No Rio de Janeiro, o ex-governador Cláudio Castro também deixou o cargo para disputar o Senado. No entanto, ele foi declarado inelegível até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral, devendo concorrer sub judice.
Com a saída dos titulares, os vice-governadores assumem a chefia dos estados e, em muitos casos, também poderão disputar a reeleição. Uma situação atípica ocorre no Rio de Janeiro, onde não há vice no cargo. Nesse caso, o Supremo Tribunal Federal irá definir se haverá eleição direta ou indireta para um mandato-tampão até o fim do ano.
Por outro lado, nove governadores seguem nos cargos e devem disputar a reeleição, já que a legislação permite a permanência no Executivo para quem busca um segundo mandato consecutivo. Entre eles estão Tarcísio de Freitas (SP), Jerônimo Rodrigues (BA) e Raquel Lyra (PE).
Já outros sete governadores decidiram concluir seus mandatos sem disputar novos cargos. Entre eles estão Eduardo Leite (RS) e Fátima Bezerra (RN), que acabaram desistindo de projetos eleitorais distintos.
Além dos governadores, dez prefeitos de capitais também renunciaram aos cargos para disputar eleições estaduais. Entre os principais nomes estão Eduardo Paes, João Campos e João Henrique Caldas (JHC), de Maceió.
Ao todo, cerca de 155 milhões de eleitores estarão aptos a votar no primeiro turno, quando serão escolhidos presidente da República, governadores, senadores e deputados. Caso necessário, o segundo turno está previsto para o dia 25 de outubro.
A saída dos cargos, no entanto, não garante a candidatura. A oficialização depende das convenções partidárias e do registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral, previstos para ocorrer até agosto.
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