OpenAI afirma ter resolvido em 88 horas problema matemático sem solução há cerca de 90 anos
há 60 minutos
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A OpenAI afirmou ter encontrado uma solução para o problema da existência e suavidade de Navier-Stokes, uma das questões matemáticas mais difíceis ainda em aberto. Segundo a empresa, um modelo interno de inteligência artificial chegou ao resultado em aproximadamente 88 horas, após milhares de agentes de IA trabalharem simultaneamente na busca por uma demonstração.
O problema faz parte dos chamados Problemas do Milênio, um conjunto de sete desafios matemáticos selecionados pelo Clay Mathematics Institute em 2000. A questão de Navier-Stokes permanece sem solução há cerca de 90 anos e envolve equações usadas para descrever o movimento de fluidos, como água e ar.
A pergunta central é se, em determinadas condições, o movimento tridimensional de um fluido inicialmente regular pode desenvolver uma singularidade em tempo finito. Em termos matemáticos, isso significa determinar se as equações podem chegar a uma situação em que seus valores deixam de permanecer controlados.
Para tentar resolver o problema, a OpenAI utilizou um modelo interno que, segundo a companhia, é significativamente mais capaz do que o GPT-6 Astra. Diferentes grupos de agentes foram orientados a explorar abordagens variadas e, posteriormente, o sistema utilizou o Codex para reunir os resultados considerados mais úteis.
A empresa informou que os primeiros agentes começaram a trabalhar em 1º de setembro. A resolução foi alcançada no sábado (5), cerca de 88 horas depois do início da operação. A etapa seguinte de formalização e verificação utilizando a linguagem Lean levou mais 17 horas e foi realizada pelo GPT-6 Astra.
Ao todo, durante a tentativa de resolver diferentes problemas, os agentes enviaram 4,9 milhões de mensagens e produziram aproximadamente 300 bilhões de tokens. Especificamente no trabalho sobre Navier-Stokes, foram cerca de 2,7 milhões de mensagens e 130 bilhões de tokens produzidos pelos agentes.
A OpenAI divulgou tanto uma demonstração matemática de 165 páginas quanto uma formalização em Lean. A empresa, porém, não pretende reivindicar imediatamente o prêmio de US$ 1 milhão oferecido pelo Clay Mathematics Institute. A demonstração ainda precisa ser analisada e validada de forma independente pela comunidade matemática.
O anúncio também provocou questionamentos entre matemáticos. Tristan Buckmaster, da Universidade de Nova York, e Levent Alpöge, da Anthropic, afirmaram que trabalhavam em uma abordagem relacionada ao problema. A OpenAI declarou que não teve acesso ao trabalho privado dos pesquisadores antes de sua divulgação pública e afirmou que sua pesquisa seguiu um caminho independente.
Apesar da alegação de avanço, a solução ainda não é considerada oficialmente uma resolução aceita do Problema do Milênio. A confirmação dependerá da avaliação de especialistas e da verificação de que a demonstração apresentada responde integralmente à questão matemática proposta.
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