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Operação Compliance Zero completa seis meses com R$ 27,7 bilhões bloqueados

  • há 12 horas
  • 2 min de leitura
Operação Compliance Zero completa seis meses com R$ 27,7 bilhões bloqueados
Divulgação
A Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, completou seis meses nesta segunda-feira (18) acumulando números que colocam a investigação entre as maiores já realizadas contra o sistema financeiro brasileiro.

Segundo a PF, as seis fases da operação já resultaram em 21 prisões temporárias e preventivas, além do cumprimento de 116 mandados de busca e apreensão em diversos estados do país. A Justiça também determinou o bloqueio e sequestro de aproximadamente R$ 27,7 bilhões em bens e contas ligadas aos investigados.

A investigação tem como principal alvo o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado pela corporação como líder de um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

As apurações tiveram início em 2024, a partir de pedido do Ministério Público Federal, e investigam indícios de fabricação de carteiras de crédito sem lastro financeiro, além de possíveis crimes de lavagem de dinheiro, corrupção, coação de testemunhas e uso de estrutura paralela para intimidação de desafetos.

As ações ocorreram em Minas Gerais, Bahia, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal.

Na primeira fase da operação, deflagrada em novembro de 2025, Daniel Vorcaro foi preso juntamente com outros investigados. A apuração apontou suspeitas envolvendo operações financeiras entre o Banco Master e o Banco de Brasília.

A investigação também levou ao afastamento de dirigentes do BRB e motivou medidas do Banco Central do Brasil, que decretou a liquidação extrajudicial de instituições financeiras ligadas ao conglomerado Master, entre elas o Banco Master de Investimento, Letsbank, Will Financeira e Banco Pleno.

Segundo dados divulgados, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já desembolsou cerca de R$ 49,5 bilhões para ressarcir clientes das instituições afetadas.

Minas Gerais aparece em diferentes etapas da operação. Em uma das fases, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado pela PF como integrante de um grupo denominado “A Turma”, foi preso em Belo Horizonte. Segundo a corporação, o grupo seria utilizado para intimidar pessoas ligadas às investigações.

Mourão morreu após ser encontrado desacordado em uma cela da Superintendência da Polícia Federal na capital mineira. A PF informou que ele teria tentado suicídio.

A operação também atingiu agentes públicos e políticos. Na quinta fase, o senador Ciro Nogueira foi alvo de mandados de busca e apreensão. Segundo a PF, ele seria suspeito de atuar politicamente em favor de interesses ligados a Daniel Vorcaro. O parlamentar nega irregularidades.

Outro desdobramento recente envolve reportagens divulgadas pelo Intercept Brasil, que revelaram áudios nos quais o senador Flávio Bolsonaro solicita apoio financeiro de Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro confirmou a autenticidade dos áudios, mas afirmou que não houve irregularidade na negociação, classificando o caso como uma iniciativa privada de patrocínio cultural.

A Polícia Federal segue investigando a extensão do suposto esquema financeiro, a participação de operadores, empresários, agentes públicos e possíveis conexões políticas ligadas ao caso.
Fonte:Informações AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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