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Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 14/05/2026

  • hĆ” 1 hora
  • 2 min de leitura
Por Luiz Fernando Alfredo
Por Luiz Fernando Alfredo
Brasil: ainda tem jeito com esses escƔrnios promƭscuos

Desde a Proclamação da República, o Brasil parece viver entre a esperança e a repetição dos mesmos erros. Mudam-se os governos, mudam-se os discursos, mudam-se as bandeiras ideológicas, mas o sentimento do povo continua quase sempre o mesmo: o de que a nação anda em círculos.
A República nasceu prometendo modernidade, igualdade e representação popular. O Legislativo foi concebido como o primeiro poder da República justamente por ser o legítimo representante da vontade popular. Deputados, senadores e vereadores recebem do povo uma procuração chamada voto. Não deveriam servir a governos, partidos ou interesses pessoais, mas à sociedade que os elegeu.
Entretanto, ao longo das décadas, o país foi se acostumando a prÔticas que ferem a própria essência republicana: fisiologismo, barganhas políticas, empreguismo, personalismo, desperdício do dinheiro público, corrupção e omissão na fiscalização dos demais poderes.
O Brasil assistiu ao Mensalão, ao Petrolão, aos escândalos financeiros sucessivos, às denúncias envolvendo aposentados, aos abusos administrativos e à deterioração gradual da confiança institucional. E, apesar de tudo, a sensação é a de que quase nada muda de verdade.
Os discursos são fortes. As promessas eleitorais são emocionadas. As campanhas vendem esperança. Porém, passada a eleição, grande parte da população volta a perceber que o país continua prisioneiro dos mesmos interesses.
A pergunta inevitƔvel Ʃ: o Brasil ainda tem jeito?
Alguns defendem uma nova Assembleia Constituinte, como se fosse possível reiniciar a República. Outros acreditam que o verdadeiro problema não estÔ apenas nas leis, mas na incapacidade histórica do povo de separar, por muito tempo, o joio do trigo.
Talvez a crise brasileira seja menos institucional do que moral e cultural.
Nenhuma Constituição serÔ suficiente se a consciência política continuar frÔgil. Nenhuma reforma produzirÔ resultados duradouros enquanto o voto for conduzido pela emoção momentânea, pelo marketing eleitoral ou pela dependência política.
Também é legítimo questionar se o país não deveria exigir maior preparo daqueles que desejam administrar a coisa pública. Afinal, administrar bilhões de recursos públicos e legislar sobre a vida de uma nação exige responsabilidade, conhecimento e compromisso ético.
O mais inquietante, porém, é perceber que muitas soluções morrem antes mesmo de nascer. Morrem nos discursos, nos interesses partidÔrios, nos acordos de bastidores e, muitas vezes, na própria memória curta do eleitorado.
Ainda assim, a história mostra que nenhuma nação se transforma sem consciência coletiva. O Brasil talvez não precise começar do zero, mas certamente precisa reencontrar valores que foram se perdendo ao longo da caminhada republicana.
O país terÔ jeito no dia em que o voto deixar de ser apenas um ato de esperança e passar a ser um verdadeiro instrumento de responsabilidade histórica.
A propósito, um alerta aos vereadores de Varginha: antes de escolherem seus candidatos a deputado estadual, deputado federal e senador, e pedirem votos para eles, vejam a ficha de cada candidato. E, se forem candidatos à reeleição, observem como votaram no desgoverno Lula. Só por aí jÔ serÔ possível perceber qual é a verdadeira intenção de deputados e senadores que buscam eleitores no nosso Município.


Gazeta de Varginha

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