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Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 27/10/2026

há 1 dia
3 min de leitura
Luiz Fernando Alfredo
Luiz Fernando Alfredo

O Embate Eleitoral: Entre a Demagogia e o Casuísmo Judicial

O cenário político expõe uma polarização tóxica, alimentada por desinformação e pelo comportamento ambíguo das cortes de Brasília. Para acompanhar o calendário oficial, consulte o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De um lado, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) aponta distorções brutais no debate e decisões judiciais parciais. De outro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se ancora em liminares para blindar sua narrativa. O tensionamento entre o TSE e o Supremo Tribunal Federal (STF) reacende o debate sobre o equilíbrio dos poderes, mas a grande farsa reside na seletividade da fiscalização. Até quando a lei eleitoral contra o populismo fechará os olhos para o escárnio de ver o atual mandatário homenageado em desfiles de Carnaval financiados com dinheiro público em pleno ano eleitoral? A linha entre manifestação cultural e crime eleitoral foi convenientemente apagada pela complacência dos tribunais.
A ala ligada a Flávio Bolsonaro denuncia o jogo sujo da candidatura petista, acusando-a de promover uma "campanha do medo" ao espalhar boatos sobre a extinção de direitos sociais, além de adotar pacotes de perdão fiscal de puro apelo demagógico. A insatisfação se agrava com as interferências monocráticas de ministros do STF, que atropelam decisões do TSE, desfiguram a autoridade da Justiça Eleitoral e geram uma insegurança jurídica sob medida na reta final do pleito. É impossível ignorar a conduta dos magistrados da corte que infligiram frontalmente as regras de competência e isonomia, ao mesmo tempo em que assistimos à passividade dos omissos, incapazes de frear o ativismo judicial que deforma o equilíbrio democrático. O silêncio sepulcral de setores do Judiciário diante de claros indícios de violação ao Artigo 22 da Lei Complementar nº 64/90 e à Lei nº 9.504/97 expõe a leniência com o abuso de poder econômico, político e o uso indevido dos meios de comunicação social.
Por sua vez, o grupo de Lula se vitimiza e corre aos tribunais para censurar a oposição, alegando combater fake news. Nos debates, o petista preferiu a cortina de fumaça, sugerindo aberturas de sigilo para desviar o foco de seus próprios escândalos e bombardeando redes sociais com uma máquina propagandística que desafia os limites da legalidade.
O espetáculo grotesco das cortes de Brasília destrói a confiança do eleitor. Recomenda-se consultar os canais oficiais do TSE para verificar os posicionamentos institucionais do órgão. O vaivém de decisões - ora censurando conteúdos, ora liberando ataques sob o pretexto de proteger a liberdade de expressão - escancara o casuísmo que dita o jogo. Enquanto ministros operam como partícipes ativos do tabuleiro eleitoral, fechando os olhos para aportes milionários em agremiações festivas disfarçadas de apelo popular, as leis de abuso econômico tornam-se letra morta. Independentemente do resultado nas urnas, esta eleição termina com a certeza de que as instituições democráticas foram rebaixadas a meros instrumentos de conveniência política.
Bolsonaro pai, preso por ter supostamente tentado um golpe de Estado - embora saibamos que não -, e Lula, descondenado, irão desgovernar cada vez mais o Brasil. Sem recursos e endividado até o teto, o país terá que enfrentar um Congresso totalmente adverso e descontente, enquanto o governo tenta cumprir os absurdos eleitoreiros que prometeu. Que país cristão é este? Quem vai explicar a mágica dos números no fechamento das apurações? Definitivamente, o “pai dos pobres” é diabólico.

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