top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Oposição articula estratégia para retardar tramitação da PEC da escala 6x1 no Senado

  • 11 de mai.
  • 2 min de leitura
Reprodução
Reprodução



A oposição no Senado articula estratégias para retardar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição da escala 6x1 na Casa. Dois caminhos estão sendo discutidos, sendo o principal a tentativa de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, interceda junto ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para que o avanço da proposta ocorra ao longo do mês de junho.

Com essa movimentação, a intenção é que a proposta chegue ao Senado apenas entre o fim de junho e o início de julho, iniciando sua tramitação efetiva somente a partir de agosto. A avaliação é de que o mês de junho tende a ter poucas votações devido à realização da Copa do Mundo, das convenções partidárias e das festas juninas.

O objetivo da oposição é atrasar o andamento da PEC para que a votação final ocorra apenas após as eleições. Dependendo do resultado da eleição presidencial, há a possibilidade de que o tema continue em debate e só avance a partir de 2027.

Segundo senadores ouvidos pela CNN Brasil, Davi Alcolumbre já conversou com Hugo Motta sobre o tema. O presidente da Câmara teria afirmado que possui compromisso com o Palácio do Planalto para acelerar a tramitação e concluir a votação em plenário ainda em maio. Alcolumbre sinalizou à oposição que tentaria uma nova conversa sobre o assunto.

A oposição também busca aproveitar um momento de distanciamento entre Alcolumbre e o Palácio do Planalto após a rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal para tentar avançar sua estratégia.

No Senado, a rapidez com que Hugo Motta conduz o tema é atribuída a um acordo político com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo essa avaliação, haveria apoio do presidente ao pai de Motta, Nabor, em uma eleição ao Senado pela Paraíba.

Senadores da oposição avaliam que é difícil votar contra a proposta, mas consideram possível adiar a votação final como forma de retardar sua implementação ou até sua aprovação. Um segundo caminho discutido seria receber a PEC no início de junho e tentar atrasar sua tramitação dentro do Senado.

Essa segunda estratégia é vista com mais ceticismo, pois a proposta seria inicialmente analisada pela Comissão de Constituição e Justiça, presidida por Otto Alencar, que é aliado do Palácio do Planalto.

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page