Oposição defende enquadramento de facções criminosas na Lei Antiterrorismo após decisão dos Estados Unidos
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Parlamentares da oposição passaram a defender mudanças na legislação brasileira após os Estados Unidos classificarem as facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. Integrantes do Partido Liberal avaliam que a medida adotada pelo governo norte-americano fortalece a discussão sobre o enquadramento dessas organizações na Lei Antiterrorismo em vigor no Brasil.
Entre as propostas defendidas pelos deputados está a revisão da legislação para ampliar o conceito de terrorismo e permitir que organizações criminosas sejam alcançadas pelas regras atualmente aplicadas a grupos terroristas. A oposição também pretende discutir mecanismos para impedir a entrada no país de pessoas ligadas a organizações criminosas e ampliar instrumentos de combate a essas estruturas.
O debate ganhou força após o anúncio feito pelo governo dos Estados Unidos, que classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A decisão foi anunciada pelo Departamento de Estado norte-americano e tem previsão de entrar em vigor em 5 de junho.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que as duas facções estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e possuem atuação que ultrapassa as fronteiras brasileiras. Segundo ele, os grupos mantêm milhares de integrantes e são responsáveis por ataques contra policiais, autoridades públicas e civis.
No Brasil, a medida provocou reações distintas entre governo e oposição. Enquanto parlamentares oposicionistas defendem a adoção de instrumentos mais rígidos para o combate às facções, integrantes do governo federal têm manifestado resistência à classificação dos grupos como organizações terroristas.
O tema deve ganhar espaço nas discussões do Congresso Nacional nas próximas semanas. A intenção da oposição é utilizar a decisão norte-americana como argumento para impulsionar propostas legislativas voltadas ao endurecimento das regras de enfrentamento ao crime organizado e à ampliação das hipóteses de enquadramento previstas na legislação antiterrorismo brasileira.
A movimentação ocorre em meio ao debate sobre os impactos da classificação adotada pelos Estados Unidos e sobre os possíveis reflexos dessa decisão para a política de segurança pública e para a legislação criminal brasileira.
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