top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Pai de mulher trans morta após agressão na Savassi questiona liberdade de suspeitos: “Por que não estão presos?”

  • 19 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

fonte: itatiaia
fonte: itatiaia
Muito abalado, Edson Alves Pereira, pai de Alice Martins Alves, prestou nesta quarta-feira (19) seu primeiro depoimento formal no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Belo Horizonte. Alice, mulher trans de 33 anos, morreu 18 dias após ter sido brutalmente espancada por dois funcionários do bar Rei do Pastel, na Savassi, em 23 de outubro.
Segundo Edson, apesar de acompanhar os avanços da investigação, a família está indignada com o fato de os suspeitos ainda não terem sido presos.
“Já tem a identificação dos elementos. Por que não estão presos? Quem está facilitando que esses indivíduos continuem soltos?”, questionou.
O Boletim de Ocorrência só foi registrado em 5 de novembro, mas, naquela data, nem Alice — que ainda estava internada — nem o pai foram ouvidos. Agora, Edson fala pela primeira vez como testemunha e familiar da vítima.
“Ela me disse que foram eles”
Edson afirmou que a própria Alice apontou os dois homens como responsáveis pela agressão. Segundo ele, o depoimento prestado nesta quarta pode ajudar a confirmar a participação dos funcionários do estabelecimento.
O pai relatou ainda que passou a temer pela própria segurança após ter seu nome divulgado.
“Estou em pânico, estou com medo”, desabafou, dizendo que tem evitado sair de casa, apesar de ter recebido demonstrações de apoio de conhecidos.
Suspeitos já foram identificados
Em coletiva na semana passada, a Polícia Civil confirmou que os dois funcionários do Rei do Pastel envolvidos no espancamento já foram identificados. Segundo o delegado Thiago Machado, medidas cautelares foram solicitadas, mas não podem ser divulgadas devido ao andamento sigiloso da investigação.
“Se há mandado de busca, interceptação telefônica ou prisão, não podemos divulgar, já que os indivíduos estão em liberdade”, afirmou.
Falhas na apuração e possibilidade de prisão preventiva
O advogado da família, Thiago Lenoir, criticou a demora na apuração e a ausência de prisões no dia das agressões. Ele afirma que havia elementos suficientes para prisão preventiva desde o início.
“A Polícia Militar conversou com Alice no dia dos fatos. Por que os dois indivíduos, que estavam a menos de 40 metros dali, não foram detidos?”, questionou.
Lenoir também afirmou que uma testemunha-chave — o motociclista que impediu que as agressões continuassem — foi ameaçada e agora teria dificuldade para ser localizada.
O caso
Alice foi espancada após sair do bar sem pagar uma conta de R$ 22. Segundo a investigação, o mesmo comportamento já havia ocorrido outras vezes, mas sem confusão anterior. Um áudio vazado de um funcionário do estabelecimento indica que as agressões ocorreram pelo não pagamento da conta. O espancamento só foi interrompido após a intervenção de um motociclista que passava pela rua.

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page