Paquistão declara guerra aberta ao governo do Afeganistão e intensifica bombardeios em Cabul e outras cidades
há 10 horas
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O Paquistão declarou, nesta sexta-feira (27), que se encontra em um estado de “guerra aberta” com o governo do Afeganistão após uma série de confrontos militares e ataques recíprocos entre as forças dos dois países vizinhos, segundo relatos de agências internacionais e autoridades envolvidas no conflito. As hostilidades entre Islamabad e Cabul escalaram para além de confrontos fronteiriços isolados, com ataques aéreos e bombardeios ocorrendo em várias regiões do território afegão, incluindo a capital, Cabul, e as cidades de Kandahar e Paktia, além de respostas afegãs com uso de drones contra alvos no Paquistão.
Autoridades paquistanesas informaram que as forças do país lançaram ataques com mísseis e aviões contra alvos do governo Talibã nas principais cidades afegãs como resposta aos confrontos na fronteira, alegando que o Afeganistão não teria contido grupos militantes que teriam atacado posições militares no Paquistão. Segundo representantes do governo paquistanês, centenas de combatentes talibãs foram atingidos, postos militares destruídos e várias instalações foram capturadas, enquanto também houve relatos de baixas entre soldados paquistaneses na sequência dos combates.
O ministro da Defesa do Paquistão disse em publicações nas redes sociais que a paciência do país havia chegado ao limite e justificou a ofensiva como uma resposta necessária a ataques que atribuíram às forças afegãs, defendendo que a ação visa proteger a soberania e a segurança nacional.
Por outro lado, representantes do governo talibã afirmaram ter usado drones para atingir alvos no Paquistão, com relatos de operações aéreas realizadas com sucesso, inclusive contra instalações militares paquistanesas em várias regiões, embora o próprio Paquistão tenha anunciado que seus sistemas de defesa antidrone interceptaram aparelhos sem causar vítimas.
Relatos de mortes e ferimentos variam conforme as fontes oficiais de cada lado, com números divergentes de baixas civis e militares, e ainda não há confirmação independente de todos os dados divulgados pelas partes envolvidas. As ações representam uma escalada significativa nas relações entre Paquistão e Afeganistão, que vinham se deteriorando há meses, com fechamento de passagens fronteiriças e acusações mútuas sobre o abrigo de grupos militantes na fronteira.
Especialistas citados em análises internacionais alertam que a intensificação dos ataques e a declaração formal de “guerra aberta” podem ter consequências imprevisíveis para a estabilidade regional no sul da Ásia, considerando tanto o histórico de tensões entre os países quanto os riscos envolvendo deslocamentos de civis e impactos humanitários decorrentes de confrontos armados.
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