Partido de Netanyahu lidera apuração das eleições em Israel, mas ainda não alcança maioria no Parlamento
há 15 horas
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Mais de 80% dos votos das eleições parlamentares de Israel já haviam sido apurados na manhã desta quarta-feira (28), segundo o Comitê Central Eleitoral do país. Os resultados parciais indicavam vantagem para o Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, enquanto a legenda Yashar, liderada pelo principal adversário do premiê, Gadi Eisenkot, aparecia na segunda posição.
Apesar da vantagem do partido governista, as projeções ainda não apontavam a formação de uma maioria absoluta no Parlamento israelense, o Knesset. A definição do próximo governo depende da distribuição das cadeiras e das negociações necessárias para formar uma coalizão.
Às 12h32, no horário local — 7h32 em Brasília —, aproximadamente 84,2% das urnas haviam sido apuradas. O total contabilizado era de 4.421.561 votos, dos quais 4.401.898 eram válidos.
O Likud concentrava 20,84% dos votos válidos, equivalente a 917.371 votos. Já o Yashar, de Eisenkot, registrava 16,44%, com 723.703 votos.
Projeções divulgadas pelo Canal 12 de Israel e pelo portal Ynet indicavam que o bloco de Netanyahu poderia conquistar 54 cadeiras, enquanto o grupo de Eisenkot teria 48. Outros partidos somariam 18 assentos.
Para obter maioria absoluta no Knesset, que possui 120 integrantes, são necessárias pelo menos 61 cadeiras. Como a contagem ainda não havia terminado, os números poderiam sofrer alterações. Pesquisas de boca de urna divulgadas anteriormente apontavam uma diferença menor entre os dois campos políticos.
Como estava a disputa entre os partidos
Além do Likud e do Yashar, outras legendas apresentavam resultados relevantes na apuração parcial.
O partido Juntos, liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, registrava 9,14% dos votos válidos, com 402.265 votos. A Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, aparecia com 9,11%, equivalente a 400.848 votos.
Os Democratas, liderados por Yair Golan, tinham 6,65%, enquanto o Judaísmo Unido da Torá somava 6,06%. O Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, alcançava 6,05%.
Também apareciam entre as legendas com representação relevante o Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 5,47%; o Shas, partido religioso sefardita, igualmente com 5,47%; e o Ra'am, conhecido como Lista Árabe Unida, com 4,74%.
O Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e o Zehut, de Moshe Feiglin, também registravam 4,74% na atualização apresentada.
Os percentuais e as projeções de cadeiras ainda eram preliminares e dependiam da conclusão da apuração.
Por que a maioria parlamentar é decisiva
Israel adota um sistema parlamentarista. Nesse modelo, a população elege os integrantes do Knesset, e a formação do governo depende da capacidade de um grupo político de reunir apoio suficiente entre os parlamentares.
O Parlamento israelense possui 120 cadeiras, e os partidos precisam alcançar pelo menos 3,25% dos votos para superar a cláusula de barreira e conquistar representação.
Como nenhum partido conseguiu, historicamente, obter sozinho os 61 assentos necessários para controlar a maioria absoluta, os governos israelenses costumam ser formados por coalizões de diferentes legendas. Essas alianças podem reunir partidos com posições distintas e, em alguns casos, enfrentam dificuldades para permanecer unidas.
Por isso, liderar a votação não significa necessariamente conseguir formar o governo. Mesmo com o Likud à frente na contagem parcial, Netanyahu ainda dependeria da composição parlamentar e das negociações com outras forças políticas para garantir apoio suficiente.
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