Perícia encontra projétil na cabeça de corretora morta em Caldas Novas
gazetadevarginhasi
há 3 horas
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Reprodução
Durante a perícia realizada no corpo da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, encontrada morta na madrugada da última quarta-feira (28) em uma área de mata em Caldas Novas (GO), peritos localizaram um projétil alojado no crânio da vítima. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (2) à CNN Brasil pelo advogado da família, Plínio Mendonça.
Segundo o defensor, a constatação ainda não foi oficialmente divulgada, uma vez que os laudos periciais seguem em elaboração. De acordo com ele, além do projétil, um aparelho celular foi apreendido na tubulação de esgoto do condomínio onde a vítima morava. O dispositivo passará por perícia para verificar se pertence a Daiane.
Em nota, o advogado afirmou que o local onde o celular foi encontrado teria sido indicado pelo próprio acusado durante a perícia complementar de reconstituição do crime. Apesar disso, a Polícia Técnico-Científica informou que não pode confirmar oficialmente a presença da bala, já que o laudo ainda não foi concluído nem liberado.
Investigação e dinâmica do crime
O corpo da corretora foi localizado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) em uma área de mata, após diligências conduzidas no âmbito da investigação. Segundo a polícia, o crime pode ter ocorrido em um intervalo de aproximadamente oito minutos, período entre o desaparecimento da vítima das imagens das câmeras de segurança e o registro da passagem de outra moradora pelo local.
Em coletiva realizada na quarta-feira (28), a Polícia Civil informou que o síndico do condomínio, identificado como Cléber, colaborou com as investigações ao indicar o local onde o corpo foi abandonado. Embora não tenha havido confissão formal em depoimento, os investigadores consideram a atitude como uma admissão prática de envolvimento.
De acordo com a apuração, o suspeito teria desligado intencionalmente a energia elétrica do apartamento da vítima, obrigando-a a descer até o subsolo do prédio. No local, Daiane estaria filmando os relógios de energia quando foi abordada.
As imagens de segurança mostram que Daiane desaparece do circuito às 19h, e às 19h08 apenas outra moradora passa pelo local, reforçando a hipótese de que o crime ocorreu nesse curto intervalo. A polícia acredita que a vítima foi morta dentro do condomínio e retirada já sem vida.
Ocultação do corpo e obstrução da investigação
A única imagem do suspeito registrada no dia do crime é das 12h27. Segundo a polícia, ele não utilizou os elevadores, e as áreas de acesso por escadas não eram monitoradas por câmeras, o que dificultou a reconstrução completa da movimentação.
O filho do síndico, identificado como Michael, foi preso sob suspeita de obstrução da investigação. A Polícia Civil afirma que ele teria trocado o celular do pai e adotado outras medidas com o objetivo de prejudicar a coleta de provas.
Os investigadores apontam que o suspeito possuía meios, oportunidade e motivação para o crime, sustentados por um histórico de perseguição e pelos 12 processos judiciais movidos por Daiane contra ele. Cléber deve responder pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.
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