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Pesquisa revela alta preocupação ambiental, mas baixa mobilização coletiva em Varginha e Poços de Caldas

  • há 6 dias
  • 2 min de leitura


Reprodução
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Uma pesquisa de opinião pública realizada pela UNIFAL-MG em 2025 nos municípios de Poços de Caldas e Varginha revela que a população demonstra forte preocupação com o meio ambiente e os efeitos das mudanças climáticas, mas ainda enfrenta dificuldades para transformar essa consciência em ações coletivas.
O estudo Atitudes e ações pró-ambientais em Poços de Caldas-MG e Varginha-MG (2025) foi financiado pela FAPEMIG e desenvolvido pelo grupo de pesquisa OIKOS. Ao todo, foram realizadas 800 entrevistas entre agosto e dezembro de 2025, sendo 400 em cada cidade, com moradores acima de 16 anos. O levantamento tem 95% de confiança e margem de erro de 4,9%. Os resultados indicam que mais de 75% dos entrevistados acreditam que as mudanças climáticas podem impactar diretamente suas vidas e de suas famílias. Segundo o coordenador da pesquisa, José Roberto Porto de Andrade Jr., há uma contradição entre a preocupação e o engajamento.
“A pesquisa identificou uma crescente preocupação ambiental climática nas populações das nossas regiões e uma crescente consciência da gravidade dos problemas climáticos e do impacto dos problemas climáticos na vida cotidiana das pessoas”, afirmou.
Apesar disso, a participação em ações coletivas, como manifestações e audiências públicas, é considerada baixa. O pesquisador destaca que os comportamentos ambientais estão mais ligados à esfera privada do que à pública, com destaque para ações como economia de água e separação de lixo, ambas com índices acima de 80% e 90%.
Já iniciativas coletivas têm adesão menor, como o voto em candidatos com propostas ambientais, que alcança cerca de metade da população.
O levantamento também abordou a mineração de terras raras. Em Poços de Caldas, 65% já ouviram falar do tema, enquanto em Varginha dois terços desconhecem o assunto. Entre os que conhecem, há resistência à atividade caso haja impacto ambiental significativo. Outro ponto de destaque foi a baixa confiança em movimentos ambientalistas, considerada preocupante pelos pesquisadores, já que essas organizações são vistas como importantes na defesa de pautas ambientais.
Os resultados serão apresentados em 31 de março, no campus Varginha da UNIFAL-MG, com debate sobre o papel da sociedade no enfrentamento da crise ambiental.
Fonte: Unifal MG

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Gazeta de Varginha

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