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Pesquisa revela que 60% dos brasileiros se preocupam com o uso de dados biométricos

  • 3 de set. de 2024
  • 2 min de leitura
biometria
Foto: Divulgação
Um levantamento do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) revelou que aumentou a proporção de empresas no Brasil que armazenam dados biométricos, como impressões digitais e reconhecimento facial, de funcionários ou clientes. Em 2023, essa prática foi adotada por 30% das empresas, comparado a 24% em 2021. A pesquisa também mostrou um aumento no número de empresas que mantêm dados de saúde, subindo de 24% para 26% no mesmo período.
A pesquisa, intitulada "Privacidade e Proteção de Dados Pessoais", foi realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) e envolveu entrevistas com indivíduos, empresas e organizações públicas. Os resultados mostram que 60% dos brasileiros se preocupam ao fornecer dados biométricos.
Além disso, a pesquisa destacou um crescimento na adaptação de contratos para atender à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Pequenas empresas aumentaram sua conformidade de 24% para 31% entre 2021 e 2023, enquanto nas grandes empresas o crescimento foi de 61% para 67%. Setores como construção, transporte, alimentação, informação, atividades profissionais e serviços foram os que mais ajustaram contratos em conformidade com a LGPD.
O gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa, ressaltou a importância de ampliar as boas práticas de proteção de dados, especialmente em empresas menores. A preocupação em fornecer dados biométricos é significativa, principalmente para instituições financeiras, órgãos governamentais e transportes públicos. Segundo o estudo, 37% dos usuários se dizem "muito preocupados" em fornecer dados biométricos para bancos, enquanto 35% têm a mesma preocupação em relação aos órgãos do governo.
O levantamento utilizou dados de entrevistas realizadas em 2023 com mais de 2.600 pessoas, 2.075 empresas e vários órgãos públicos e gestores de saúde e educação.

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Gazeta de Varginha

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