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PF deflagra Operação Red Fox contra esquema de lavagem de dinheiro e tráfico internacional de armas e drogas

  • 22 de jun.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Polícia Federal, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF), deflagrou a Operação Red Fox para desarticular uma estrutura financeira e logística transnacional ligada a uma organização criminosa com atuação no Rio de Janeiro. A investigação apura crimes de lavagem de dinheiro e o financiamento da aquisição de armas de uso restrito e drogas provenientes do exterior.

As medidas autorizadas pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro incluíram mandados de prisão preventiva, bloqueio de ativos, sequestro e indisponibilidade de bens, além da suspensão das atividades de empresas apontadas como de fachada ou utilizadas para movimentação de recursos ilícitos.

Ao todo, quatro pessoas apontadas como responsáveis pela engrenagem financeira da organização foram presas. Dois dos investigados foram localizados no Suriname em uma ação de cooperação internacional, detidos pelas autoridades locais e posteriormente deportados para o Brasil, onde foram presos em Belém, no Pará. Os outros dois foram capturados no Rio de Janeiro e em Tabatinga, no Amazonas, região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

Segundo as investigações, um dos operadores financeiros movimentou mais de R$ 150 milhões no período analisado e teria participação em repasses destinados à compra de armamentos. Outra investigada é apontada como responsável pela logística e pela movimentação de recursos relacionados às atividades do grupo.

A apuração identificou o uso de empresas de fachada, contas de passagem, depósitos fracionados, transferências via Pix e movimentações incompatíveis com a capacidade financeira dos envolvidos para ocultar a origem dos valores e garantir pagamentos a fornecedores nacionais e estrangeiros.

No eixo patrimonial, a Justiça Federal determinou o bloqueio, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores até o limite de quase R$ 500 milhões. A medida busca atingir a capacidade econômica da organização criminosa e interromper o financiamento das atividades ilegais.

As investigações prosseguem para localizar outros suspeitos, aprofundar a análise financeira e identificar possíveis integrantes adicionais da estrutura criminosa.

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Gazeta de Varginha

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