PF deflagra quinta fase da Operação Unha e Carne e cumpre mandados no Rio de Janeiro
há 12 horas
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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (2) a quinta fase da Operação Unha e Carne, que aprofunda as investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma organização criminosa com atuação no estado do Rio de Janeiro. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Os agentes cumpriram três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital fluminense e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Além das medidas cautelares, o STF determinou o bloqueio e sequestro de bens e valores que podem chegar a aproximadamente R$ 22 milhões.
Segundo a Polícia Federal, a nova etapa da operação foi desencadeada após a análise de documentos apreendidos em fases anteriores da investigação. O material teria revelado a existência de uma contabilidade paralela utilizada para movimentação e ocultação de recursos, além de registros de supostos pagamentos indevidos e doações eleitorais consideradas suspeitas pelos investigadores.
Entre os alvos da operação estão o contraventor conhecido como Adilsinho, apontado pela investigação como uma das principais lideranças da chamada nova cúpula do jogo do bicho no estado, além do pastor Márcio Poncio e do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar. Os dois últimos já haviam sido citados em fases anteriores da investigação.
De acordo com a PF, esta fase busca aprofundar a apuração de indícios de lavagem de dinheiro supostamente praticada por integrantes do grupo investigado e verificar possíveis ramificações do esquema junto a membros dos poderes Executivo e Legislativo fluminenses.
A Operação Unha e Carne teve início em 2025 investigando o suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas a ações policiais contra grupos criminosos no estado do Rio de Janeiro. Ao longo das etapas seguintes, as apurações se expandiram para suspeitas de obstrução de investigações, corrupção, fraudes em contratos públicos e lavagem de dinheiro.
As investigações estão inseridas no contexto das determinações estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que atribuiu à Polícia Federal a condução de investigações relacionadas às conexões entre organizações criminosas e agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.
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