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PF deflagra segunda fase da Operação Sem Refino e faz buscas contra Cláudio Castro

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (14) a segunda fase da Operação Sem Refino, que investiga suspeitas de irregularidades relacionadas à refinaria Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. Entre os alvos da nova etapa está o ex-governador do estado Cláudio Castro (PL), que volta a ser alvo de buscas no âmbito da investigação. Ao todo, são cumpridos 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a Polícia Federal, a operação apura a atuação de um conglomerado econômico do setor de combustíveis que seria suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras para ocultar patrimônio, dissimular bens e enviar recursos ao exterior. Nesta segunda fase, os investigadores também buscam esclarecer possíveis fraudes na concessão de licenças ambientais para a refinaria, supostamente concedidas em desacordo com as orientações e diretrizes dos órgãos técnicos responsáveis.

Um dos endereços alvo da operação fica em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, e é apontado pelos investigadores como ligado a Cláudio Castro. O imóvel está formalmente registrado em nome de Luiz Fernando Gomes, que também é alvo de busca. A propriedade e o uso do local estão entre os pontos analisados pela PF no contexto das suspeitas de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro.

Além de Castro, a nova fase alcança outros agentes públicos e pessoas ligadas à investigação. Entre os alvos estão Bernardo Rossi, ex-secretário estadual de Ambiente, e José Mauro de Farias Junior, ex-secretário estadual de Transformação Digital. A PF apura a possível participação de agentes públicos em irregularidades relacionadas às licenças ambientais concedidas à refinaria.

A investigação também envolve suspeitas de lavagem de capitais relacionadas ao suposto esquema. Segundo a PF, os fatos investigados podem envolver ainda crimes como gestão fraudulenta e temerária, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e delitos contra a ordem econômica relacionados à comercialização de combustíveis.

Esta é a segunda vez que Cláudio Castro é alvo de buscas dentro da Operação Sem Refino. Na primeira fase, realizada em maio, agentes da Polícia Federal também cumpriram medidas contra o ex-governador. A defesa de Castro afirmou à CNN que ele desconhece ter sido alvo da operação desta sexta-feira e declarou que não foram realizadas buscas em sua residência ou em endereço vinculado a ele.

A investigação também alcança o empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit. Ele teve a prisão determinada pelo STF na primeira fase da operação e permanece foragido, com o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol. A nova ofensiva busca avançar na apuração das suspeitas envolvendo a empresa, agentes públicos e a concessão de licenças ambientais para o funcionamento da refinaria.

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Gazeta de Varginha

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