PF intercepta e prende ex-presidente do Rioprevidência em ação contra fraudes do Banco Master
gazetadevarginhasi
há 2 horas
2 min de leitura
Reprodução
O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso nesta terça-feira (3) por agentes da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no município de Itatiaia, no sul do estado do Rio de Janeiro, no âmbito da segunda fase da Operação Barco de Papel, que apura supostas irregularidades envolvendo o fundo previdenciário e aplicações financeiras relacionadas ao Banco Master.
Antunes foi detido após desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, de onde teria alugado um veículo para seguir até o Rio de Janeiro. A prisão foi confirmada pela PRF, que informou ter abordado o ex-dirigente no trajeto. Após a abordagem, ele foi levado inicialmente à delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda e deve ser transferido para a capital fluminense.
A prisão temporária faz parte da segunda fase da Operação Barco de Papel, deflagrada para investigar crimes contra o sistema financeiro que teriam ocorrido na gestão de recursos do Rioprevidência. A 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro decretou três mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas, segundo informações oficiais. As ordens judiciais foram cumpridas em endereços relacionados aos investigados no estado do Rio de Janeiro e em Santa Catarina.
O Rioprevidência é o fundo de previdência dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro, responsável pela gestão de aposentadorias e pensões. A investigação, iniciada em novembro de 2025, apura um conjunto de nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões pertencentes ao fundo em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master — títulos considerados de alto risco e que foram motivo de questionamentos de órgãos de controle e de supervisão.
Antes dessa fase da operação, Antunes havia renunciado ao cargo de presidente do Rioprevidência no fim de janeiro, após as primeiras ações da Polícia Federal voltadas a investigar a gestão dos recursos do fundo. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, também exonerou Antunes em meio às investigações, e a operação da PF já tinha cumprido mandados de busca e apreensão em residências e no escritório do fundo.
As apurações da PF avançam com o objetivo de verificar eventuais irregularidades na condução dos investimentos realizados durante a gestão de Antunes e de outros dirigentes do Rioprevidência, como possíveis falhas em observância a princípios de prudência e diversificação exigidos para fundos de previdência, além de investigar movimentações atípicas de documentos e possíveis tentativas de ocultação de provas, incluindo transferências de ativos ou veículos ligadas aos investigados.
Até o momento, a defesa de Deivis Marcon Antunes não se pronunciou oficialmente sobre a prisão. Autoridades federais continuam a investigar o caso, que ainda está em fase de coleta de provas e diligências, com o cumprimento de outras medidas judiciais necessárias para esclarecer completamente a extensão das operações financeiras sob suspeita.
Comentários