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PF quer aprofundar investigação sobre negócios, contas e viagens de Lulinha e Roberta

há 6 horas
2 min de leitura
PF quer aprofundar investigação sobre negócios, contas e viagens de Lulinha e Roberta
Foto: Reprodução/CNN Brasil/Polícia Federal pediu mais prazo ao STF para aprofundar diligências sobre vínculos empresariais, movimentações financeiras, agendas e viagens de Lulinha e Roberta Luchsinger.
A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais prazo para concluir duas investigações que envolvem o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a empresária Roberta Luchsinger. Os investigadores pretendem aprofundar diligências relacionadas a possíveis práticas de tráfico de influência na intermediação de contratos com o poder público.

Os dois negam a prática de irregularidades. Os pedidos de prorrogação foram encaminhados ao ministro André Mendonça, relator dos dois inquéritos no STF. Além dessas apurações, existe uma terceira investigação envolvendo ambos, sob relatoria do ministro Flávio Dino.

O que a Polícia Federal pretende apurar
Entre as diligências ainda pendentes está o levantamento de informações sobre os vínculos societários de Lulinha, suas movimentações financeiras e os registros de agendas dele e de outros investigados em órgãos públicos.

A PF também solicitou o mapeamento de viagens realizadas pelos envolvidos, tanto dentro do Brasil quanto para o exterior. O objetivo é reunir informações que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos investigados.

No pedido enviado ao Supremo, a corporação argumentou que diversas diligências já foram determinadas, mas ainda não foram concluídas devido ao curto período transcorrido desde sua autorização.

“Mostra-se, portanto, necessária a dilação do prazo para a conclusão das diligências em curso”, afirma um trecho do documento encaminhado ao tribunal.

A solicitação foi apresentada no início de outubro, quando se aproximava o encerramento do prazo inicial de 60 dias concedido para as apurações. Até o momento mencionado no relato, as defesas de Lulinha e Roberta Luchsinger não haviam se manifestado sobre o pedido.

Roberta Luchsinger menciona possibilidade de delação
Em entrevista concedida à CNN no sábado, Roberta Luchsinger afirmou que os encontros de Lulinha com integrantes do governo aconteciam semanalmente e declarou que pretendia negociar uma delação premiada.

A empresária também demonstrou insatisfação com o rumo das investigações e disse considerar que estaria sendo responsabilizada de maneira desproporcional no caso.

“Não serei o boi de piranha que tanto querem colocar tudo em cima de mim”, afirmou Roberta durante a entrevista.

Na mesma declaração, ela disse que, caso tenha cometido algum crime, pretende responder às acusações e exercer seu direito de defesa, com respeito ao devido processo legal.

As investigações continuam em andamento, e o pedido de prazo adicional busca permitir que a Polícia Federal conclua as diligências pendentes. A solicitação, por si só, não representa comprovação de irregularidades por parte dos investigados.
Fonte: BPMoney

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