PGR e Polícia Federal são sondadas sobre possibilidade de delação premiada de Daniel Vorcaro
há 2 horas
2 min de leitura
Reprodução
Interlocutores do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, sondaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) para avaliar se haveria disposição das autoridades em negociar um acordo de delação premiada no âmbito das investigações que envolvem o banqueiro. A movimentação ocorre após a nova prisão preventiva decretada contra Vorcaro, que intensificou a pressão sobre o empresário e seu entorno.
Segundo informações de bastidores, apesar da sondagem, Vorcaro não teria decidido firmar um acordo de colaboração neste momento. Ainda assim, pessoas próximas ao empresário passaram a considerar a hipótese de delação como uma alternativa diante do avanço das investigações, especialmente após a nova ordem de prisão.
Uma das preocupações do entorno de Vorcaro é o avanço das apurações sobre familiares. O cunhado do empresário, Fabiano Zettel, também está preso no contexto do caso. Além disso, o pai do ex-banqueiro, Henrique Vorcaro, foi citado pela Polícia Federal por supostamente ocultar R$ 2,2 bilhões pertencentes a vítimas do Banco Master em seu nome por meio da gestora Reag.
Nos bastidores da investigação, integrantes da Polícia Federal afirmam que não haveria interesse em celebrar um acordo de colaboração que reduzisse a pena do empresário caso ele não apresente informações novas e relevantes para o avanço das investigações. Dessa forma, qualquer negociação dependeria da capacidade de Vorcaro de fornecer elementos inéditos que contribuam para o esclarecimento do caso.
Paralelamente, o caso tem repercussões no Congresso Nacional. Integrantes do chamado Centrão têm defendido que Vorcaro volte a cumprir medidas cautelares em regime domiciliar, argumentando que os crimes investigados teriam ocorrido antes de sua primeira prisão e que não haveria justificativa para mantê-lo em regime fechado.
Ao mesmo tempo, a possibilidade de delação gera preocupação entre políticos, pois a Polícia Federal iniciou investigações sobre suspeitas de pagamento de propina do Banco Master a integrantes da classe política. A expectativa é que a próxima fase da Operação Compliance Zero avance justamente sobre a suspeita de compra de apoio político no Congresso.
Até o momento, a defesa de Daniel Vorcaro afirma que não existem negociações formais para um acordo de delação premiada e nega que tenha iniciado tratativas com autoridades. Os advogados também sustentam que a divulgação de informações sobre possíveis negociações teria o objetivo de prejudicar a estratégia de defesa do empresário neste momento do processo.
Comentários