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Polícia Civil de São Paulo deflagra operação contra quadrilha de golpes digitais e Justiça ordena bloqueio de até R$ 100 milhões em contas

  • há 9 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Polícia Civil do Estado de São Paulo deflagrou na terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, uma ampla operação contra uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes por meio digital e lavagem de dinheiro em várias regiões do país, acarretando a determinação judicial de bloqueio de até R$ 100 milhões em contas ligadas aos investigados, conforme revelou reportagem do portal G1 em São Paulo.

Batizada de Operação Interestadual Fim da Fábula, a ação busca desarticular uma quadrilha suspeita de aplicar fraudes eletrônicas como o “golpe do falso advogado”, o “golpe do INSS” e o “golpe da mão fantasma”, modalidades que induzem vítimas a instalar aplicativos maliciosos ou a transferir valores sob falsas promessas de liberação de dinheiro ou serviços.

No total, foram expedidos 173 mandados judiciais, incluindo 120 mandados de busca e apreensão e 53 mandados de prisão temporária, que estão sendo cumpridos em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal em endereços relacionados aos suspeitos da organização.

A ação é coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo e conta com o apoio do Ministério Público Estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp), que identificou a atuação do grupo e seus métodos de movimentação ilegal de recursos.

Além das prisões e buscas, a Justiça autorizou o bloqueio judicial de até R$ 100 milhões em cada uma das contas bancárias — 86 no total — identificadas na investigação, tanto de pessoas físicas quanto de pessoas jurídicas, em medidas destinadas a impedir a dispersão de patrimônio relacionado à prática criminosa.

O inquérito também apura se os suspeitos utilizaram plataformas de apostas online e instituições de pagamento (fintechs) para movimentar valores obtidos de forma fraudulenta, além de investigar a clonagem de chaves Pix das vítimas e possíveis esquemas de lavagem de dinheiro por meio de bens móveis e imóveis atribuídos a laranjas ou empresas de fachada.

Segundo as autoridades policiais, a operação representa um esforço conjunto de combate aos crimes cibernéticos e às fraudes financeiras digitais, que têm crescido em frequência e sofisticação, afetando vítimas em múltiplos estados brasileiros.

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Gazeta de Varginha

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