Polícia Civil faz operação contra núcleo ligado ao PCC suspeito de lavar cerca de R$ 1 bilhão em SP
há 2 horas
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Foto: Polícia Civil
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira (3) a Operação Helmintos para desarticular um núcleo ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeito de lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas e ampliar sua influência econômica e política em Praia Grande, no litoral paulista. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado valores próximos de R$ 1 bilhão.
A investigação é conduzida pelo Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 6 (Deinter 6). As diligências são realizadas em imóveis residenciais e comerciais, empresas e um setor da administração municipal, em endereços localizados em Praia Grande, Guarujá, Santo André e Santana de Parnaíba.
De acordo com a apuração, a estrutura investigada seria formada por lideranças do PCC, operadores financeiros, intermediários do setor imobiliário e pessoas utilizadas como “testas de ferro”. A suspeita é de que recursos do tráfico tenham sido inseridos na economia formal principalmente por meio da aquisição de imóveis de alto padrão, empresas e estabelecimentos comerciais.
A Polícia Civil identificou quatro principais frentes de atuação atribuídas ao grupo. A investigação apura lavagem de dinheiro por meio de negócios imobiliários, controle de quiosques instalados em áreas públicas de Praia Grande, possível favorecimento em procedimento licitatório municipal e financiamento ou apoio a agentes políticos eleitos. Os investigadores também analisam uma possível tentativa de ampliar a influência da organização criminosa sobre setores do Executivo e do Legislativo municipal.
Uma das linhas da investigação envolve uma licitação realizada em 2020 para a concessão de quiosques na Orla da Aviação, em Praia Grande. A polícia apura se pessoas ligadas ao grupo foram favorecidas no procedimento e se houve participação de agentes públicos ou pagamento de apoio financeiro a políticos eleitos no município.
A Justiça autorizou a prisão temporária de quatro suspeitos apontados pela investigação como lideranças e operadores financeiros do esquema. Também foram determinadas buscas e apreensões, o bloqueio de contas e investimentos e o sequestro de 29 imóveis vinculados aos investigados.
As equipes policiais procuram documentos, contratos, registros financeiros, aparelhos eletrônicos, dinheiro em espécie, armas e outros materiais que possam contribuir para o avanço das apurações. Os investigadores buscam reunir elementos sobre possíveis crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
A Prefeitura de Praia Grande também aparece entre os locais alcançados pelas diligências. Segundo informações divulgadas sobre a operação, a investigação busca esclarecer possíveis irregularidades relacionadas à concessão dos quiosques e à atuação de pessoas ligadas ao grupo em atividades econômicas e políticas do município. As apurações permanecem sob sigilo para dimensionar a extensão patrimonial, econômica e política do esquema investigado.
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