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Polícia Federal apreende lista com nomes para possível governo de Rodrigo Bacellar em investigação no Rio de Janeiro

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Polícia Federal (PF) apreendeu uma lista com nomes e anotações atribuídas ao deputado estadual Rodrigo Bacellar, presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que indicam o planejamento antecipado de um secretariado e equipe de governo para um eventual mandato no estado, de acordo com informações publicadas nesta sexta-feira (27 de fevereiro de 2026) por veículos que reportaram a matéria originalmente publicada pelo G1. O material foi recolhido durante diligências autorizadas pela Justiça inseridas na investigação que também envolve suspeitas de vazamento de informações sigilosas para a facção criminosa Comando Vermelho.

De acordo com os registros apreendidos em endereços ligados a Bacellar, havia anotações que listavam potenciais nomes para compor a equipe de um eventual governo estadual. Entre as posições citadas nas anotações estavam indicações para vice-governadoria e para secretarias estratégicas, como Obras e Segurança Pública. Os nomes mencionados incluíam figuras de destaque no cenário político e social fluminense, e em alguns casos personalidades de fora da política institucional.

A lista de possíveis nomes para compor um governo inclui o ex-procurador de Justiça Marfan Vieira como alternativa para vice-governador, bem como sugestões para a Secretaria de Obras, Secretaria de Segurança Pública e Secretaria de Esportes. Também foram mencionados nomes como o de Luiz Eduardo Baptista (Bap) e Rodolfo Landim em contexto de vice-governança, conforme as anotações atribuem preparativos prévios à formação da equipe.

Além das anotações manuscritas, as diligências da PF recolheram um organograma e rascunhos detalhando a estrutura administrativa projetada, com cargos e áreas que supostamente comporiam a futura gestão. Investigadores ressaltam que, embora a simples elaboração de cenários políticos ou projeções de secretariado não configure crime por si só, o material está sendo analisado no contexto mais amplo das apurações que envolvem Bacellar e outras figuras.

O deputado Bacellar tem sido alvo de investigação no âmbito de operações da PF relacionadas a suspeitas de vazamento de dados sigilosos, e também foi indiciado por supostas ligações com o Comando Vermelho, segundo relatórios recentes da corporação — embora sua defesa argumente que as acusações são “ilação desamparada de provas”. Ele chegou a ser preso pela PF em dezembro de 2025 em contexto de outra fase investigativa, mas foi libertado após votação na Alerj e está afastado do exercício do mandato.

Não há, até o momento, confirmação de que qualquer das pessoas mencionadas nas anotações tenha sido consultada ou tenha conhecimento de sua inclusão na lista, nem indicativo de que isso, por si só, configure irregularidade ou crime. A análise continua no âmbito das investigações mais amplas que envolvem o ex-presidente da Alerj e demais envolvidos.

Gazeta de Varginha

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