Polícia Federal relatou ao STF temor de fuga de Lulinha durante investigação do INSS
há 5 horas
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A Polícia Federal (PF) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a preocupação de que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, pudesse deixar o Brasil durante o andamento das investigações relacionadas a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O receio foi registrado em um documento sigiloso encaminhado à Corte no ano anterior, conforme informação inicialmente divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela CNN.
No contexto desse alerta, a PF também solicitou, em dezembro, a quebra do sigilo fiscal de Lulinha, medida levada ao STF como parte das apurações. A investigação envolve suspeitas de irregularidades em esquemas ligados a aposentadorias, ampliando o alcance das diligências sobre pessoas possivelmente relacionadas ao caso.
A defesa de Lulinha contesta a hipótese de fuga e afirma que não há qualquer motivação para que ele deixe o país. Os advogados reconheceram, no entanto, que o empresário realizou uma viagem a Portugal com despesas custeadas por Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que está preso sob suspeita de liderar um esquema de desvios envolvendo beneficiários do sistema previdenciário.
Segundo o advogado Guilherme Suguimori, Lulinha não firmou negócios nem recebeu valores de Antunes. A defesa sustenta que o contato ocorreu após a apresentação de um projeto voltado à produção de canabidiol medicinal, tema que teria despertado interesse pessoal devido ao tratamento de saúde de uma sobrinha do empresário.
Além disso, Lulinha afirmou não ter conhecimento sobre os esquemas de fraude investigados no INSS. A defesa reforça que sua relação com o empresário investigado não envolveu participação em atividades ilícitas, destacando que o vínculo se limitou ao interesse no projeto apresentado.
No início deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou o filho a prestar esclarecimentos sobre o caso, com o objetivo de evitar impactos negativos à imagem do governo federal. A situação ocorre em um cenário político sensível, no qual o episódio pode ser explorado em contexto eleitoral.
Nos bastidores, a postura do presidente é apontada como um elemento que poderá ser utilizado politicamente, com a narrativa de que não houve proteção diante das suspeitas. O caso segue em apuração e permanece como um ponto de atenção nas investigações envolvendo o INSS e seus desdobramentos políticos.
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