Polícias Civis de quatro estados desarticulam organização criminosa especializada em fraudes bancárias
gazetadevarginhasi
11 de jul. de 2025
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Divulgação
Polícia Civil desarticula organização criminosa e bloqueia R$ 1 milhão em quatro estados.
Uma operação conjunta da Polícia Civil realizada nesta quarta-feira (9) em quatro estados resultou no bloqueio de R$ 1 milhão e no cumprimento de 10 mandados de prisão contra uma quadrilha especializada em estelionato, falsidade ideológica, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. A ação ocorreu no Acre, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
A organização criminosa atuava aplicando o golpe da falsa portabilidade de empréstimo bancário em diversas unidades da Federação, além de estar envolvida com jogos de azar. Foram cumpridos 10 mandados de prisão — nove no Rio de Janeiro e um em Santa Catarina — e 16 mandados de busca, apreensão e sequestro de bens.
Além do bloqueio financeiro, a polícia apreendeu aparelhos celulares, notebooks e bens luxuosos pertencentes aos investigados, incluindo itens recolhidos em Belo Horizonte (MG).
A ação contou com a colaboração das Polícias Civis do Acre, Rio de Janeiro (Delegacia de Defraudações), Minas Gerais (Departamento de Patrimônio e Repressão a Crimes Rurais — Depatri) e Santa Catarina (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa — DHPP). O suporte logístico foi prestado pelo Projeto I.M.P.U.L.S.E., vinculado ao Programa Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Enfoc), coordenado pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Rodney da Silva, diretor da Diopi, destacou a importância do apoio da secretaria na luta contra o crime organizado. “Estamos atuando para desmontar financeiramente essas estruturas criminosas e impedir sua continuidade”, afirmou.
A delegada Josy Lima, titular da Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro, ressaltou a cooperação interestadual na operação. “A ação reforça a importância da integração entre as Polícias Civis e da cooperação interestadual no combate a crimes complexos, como fraudes bancárias e lavagem de dinheiro”, disse.
Para o delegado Gustavo Neves, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas do Acre, a investigação evidenciou a sofisticação do grupo criminoso. “Eles usavam a falsa portabilidade bancária para aplicar golpes com documentos falsos e dados de terceiros. A investigação revelou uma estrutura articulada em vários estados, e o nosso objetivo foi desarticular o núcleo financeiro do grupo, impedindo a continuidade dos crimes”, afirmou.
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