Popularidade das canetas emagrecedoras dispara e preocupa especialistas
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Uso de canetas emagrecedoras cresce 88% no Brasil e alerta para riscos à saúde.
O uso de canetas emagrecedoras, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, cresceu 88% no Brasil em 2025, movimentando cerca de R$ 9 bilhões em importações, segundo o Conselho Federal de Farmácia. O país não produz os medicamentos, concentrando toda a demanda no mercado externo, com a Dinamarca responsável por 44% das importações. A expectativa é que a entrada de genéricos, após a quebra da patente da semaglutida — princípio ativo do Ozempic e Wegovy — reduza custos e amplie o acesso.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, em junho de 2025, que a venda desses medicamentos seja feita apenas com prescrição médica, com retenção da receita na farmácia e validade de 90 dias. A manipulação da semaglutida foi proibida, enquanto a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, pode ser manipulada de forma restrita.
Uso correto e acompanhamento médico
Especialistas reforçam que o uso de canetas emagrecedoras deve ser encarado como tratamento médico sério, indicado para pessoas com obesidade (IMC > 30) ou sobrepeso (IMC > 27) com complicações associadas, como diabetes ou hipertensão. A aplicação é subcutânea, geralmente nas regiões abdominal, coxas ou parte superior do braço, seguindo protocolos de dose diária ou semanal indicados pelo médico.
O acompanhamento médico é essencial, preferencialmente com endocrinologistas, mas também podendo envolver nutrólogos, cardiologistas e clínicos gerais. Exames de sangue, eletrocardiograma e avaliação da composição corporal são comumente solicitados antes do início do tratamento. O suporte multidisciplinar com nutricionista e profissional de educação física ajuda a garantir que a perda de peso ocorra de forma saudável, preservando a massa muscular.
Riscos do uso sem orientação
O uso sem acompanhamento médico ou de produtos de procedência duvidosa traz riscos sérios, incluindo pancreatite aguda, desidratação grave, hipoglicemia e perda excessiva de massa muscular (sarcopenia). Além disso, a interrupção sem mudança de hábitos alimentares pode causar efeito rebote, com recuperação de até 80% do peso perdido. Canetas adquiridas ilegalmente podem conter substâncias tóxicas ou doses incorretas, representando risco à vida.
Entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade, alertam que medicamentos manipulados podem comprometer eficácia, segurança e pureza, colocando a saúde dos pacientes em risco.
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