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Porta-aviões USS George Washington deixa o Japão e reforça presença dos EUA no Oriente Médio

  • há 1 hora
  • 2 min de leitura
Divulgação/Marinha dos Estados Unidos
Divulgação/Marinha dos Estados Unidos


O envio do porta-aviões USS George Washington ao Oriente Médio representa um importante sinal estratégico dos Estados Unidos, segundo o contra-almirante reformado da Marinha americana Andrew Loiselle. A embarcação, normalmente baseada no Japão, chegou à região para substituir o USS Abraham Lincoln.

Para Loiselle, a retirada do George Washington de sua área habitual de atuação demonstra que sua nova missão tem grande importância. O porta-aviões mantém uma base fixa no Japão como parte da estratégia de dissuasão dos Estados Unidos em relação à China.

Segundo o contra-almirante, sempre que Washington decide deslocar o navio daquela região, transmite uma mensagem deliberada aos países do Pacífico de que outra prioridade passou a ser considerada mais importante. Para ele, a decisão representa um sinal estratégico claro.

Com a transferência do George Washington para o Oriente Médio, os Estados Unidos ficam sem um porta-aviões no Pacífico. A mudança ocorre enquanto o USS Abraham Lincoln inicia sua viagem de volta para casa após uma missão prolongada no mar durante o conflito com o Irã.

Familiares de militares que estavam a bordo do Abraham Lincoln manifestaram preocupação com a saúde mental da tripulação e com as condições enfrentadas no porta-aviões. Uma autoridade americana informou anteriormente que a substituição da embarcação já estava prevista.

O USS George Washington chegou ao Oriente Médio na quarta-feira (19), e a presença do grupo de ataque do porta-aviões na área foi confirmada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos no dia seguinte. Segundo o Comando Central dos EUA, o navio passou a operar na região durante uma missão programada após entrar na área de responsabilidade do CENTCOM.

A troca ocorre em meio às dificuldades enfrentadas pelo USS Abraham Lincoln. No início deste mês, um marinheiro do navio caiu no mar, segundo informações de três autoridades americanas, episódio que aumentou as preocupações relacionadas às condições de vida e ao bem-estar emocional da tripulação durante a missão, descrita como a mais longa da história da embarcação.

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Gazeta de Varginha

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