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Pouso Alegre e Varginha somam mais de 29 mil MEIs e se destacam no empreendedorismo em Minas Gerais

  • há 11 minutos
  • 2 min de leitura

Reprodução
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Pouso Alegre e Varginha, no Sul de Minas, se destacaram no cenário estadual pela quantidade de Microempreendedores Individuais (MEIs) ativos e pela contribuição dos pequenos negócios para a geração de renda e o desenvolvimento regional. Levantamento do Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência da Fecomércio MG, com base em dados do Portal do Empreendedor e da Receita Federal, apontou que as duas cidades somavam 29.179 MEIs formalizados.
Pouso Alegre ocupava a 18ª posição no ranking estadual, com 15.148 microempreendedores registrados, o equivalente a 93,43 MEIs para cada mil habitantes. Já Varginha aparecia na 19ª colocação, com 14.031 MEIs ativos e uma proporção de 97,66 empreendedores para cada mil habitantes. Os dois municípios superavam a média estadual, de 86,6 MEIs por mil habitantes.
O levantamento mostrou que o setor terciário, formado principalmente por comércio e serviços, concentrava a maior parte dos pequenos negócios nas duas cidades. Em Pouso Alegre, os segmentos respondiam por 79% dos registros, com destaque para serviços (57,80%) e comércio (21,20%). Em Varginha, a concentração chegava a 79,93%, com serviços representando 59,35% e comércio 20,58% dos MEIs.
A análise também apontou o perfil dos empreendedores. As faixas etárias entre 21 e 50 anos reuniam 74,28% dos registros em Pouso Alegre e 72,67% em Varginha. O grupo entre 31 e 40 anos era o mais numeroso nas duas cidades. Na divisão por gênero, os homens eram maioria entre os MEIs, com 58,77% em Pouso Alegre e 55,56% em Varginha.
Em relação às formas de atuação, os estabelecimentos fixos permaneciam como a principal modalidade de trabalho. Em Pouso Alegre, 32,17% dos MEIs atuavam em pontos fixos, enquanto 26,08% trabalhavam de forma porta a porta ou itinerante e 21,03% pela internet. Em Varginha, os estabelecimentos fixos representavam 30,16%, a atuação itinerante 23,23% e a internet 22,50%. Segundo o economista da Fecomércio MG, Henrique Braga, o crescimento do número de MEIs reforçava o papel do empreendedorismo como alternativa de geração de renda e inclusão econômica, permitindo a formalização de trabalhadores e o acesso à proteção previdenciária.
Apesar dos resultados positivos, o estudo apontou desafios, como a necessidade de ampliar a regularidade das contribuições previdenciárias, já que cerca de 38% dos MEIs mantinham os pagamentos em dia. A análise destacou ainda a importância da capacitação, do acesso ao crédito e do incentivo à inovação para o fortalecimento dos pequenos negócios. Segundo o estudo, a educação empreendedora e o acesso a informações de gestão financeira podem ampliar as chances de crescimento das empresas, geração de empregos e desenvolvimento econômico regional.
Fonte: Varginha Digital

Gazeta de Varginha

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